17/02/2016

Meirelles palestra para alunos de engenharia de petróleo da USP, em Santos

Começou nesta quarta-feira, 17 de fevereiro, a quinta turma do curso de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), no campus de Santos.

A aula inaugural para os novos alunos e também para os veteranos foi ministrada pelo secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, que apresentou os principais projetos de petróleo e gás natural no Estado de São Paulo, além de destacar a importância do engenheiro de petróleo para o desenvolvimento do país.

“O rol de oportunidades em engenharia é muito grande. Apesar da crise, o Brasil continua produzindo petróleo e no futuro próximo esse setor, que é vital para o Brasil, deverá ter uma grande retomada. Estamos vendo cada vez mais mulheres na engenharia e isso é fundamental para o crescimento da profissão”, destaca Meirelles.

Segundo o diretor da Escola Politécnica, José Roberto Castilho Piqueira, a USP “não quer formar apenas excelentes engenheiros, mas também profissionais com moral e ética”.

O secretário destacou a importância da construção de uma nova rota de gás, denominada Rota 4, o projeto de GNL – Gás Natural Liquefeito na Baixada Santista, o swap de gás e a construção de novas termoelétricas.

“Existem projetos concretos para garantir o fornecimento de gás em São Paulo e o governador Geraldo Alckmin dará todo o apoio a novos projetos que contribuam para o desenvolvimento do estado”, disse Meirelles.

Mesmo com a desaceleração da economia em 2015, Meirelles apresentou os dados de crescimento da produção de petróleo e gás no Estado, a influência sobre o litoral paulista e mostrou analises que indicam que a maior parte dos investimentos no litoral são direcionados à Baixada Santista e Litoral Norte.

Falou de investimento e dos principais produtos fornecidos pela cadeia produtiva do setor no Estado, da ampla utilização da mão de obra local e dos esforços do Governo do Estado para fomentar a atividade na região.

Ainda na palestra, o secretário destacou os objetivos do Programa Paulista de Petróleo e Gás Natural – PPPGN e a atuação do Conselho Estadual de Petróleo e Gás Natural – CEPG.

O evento deve contou com a presença do secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Inovação, José Antônio Rezende, o gerente-geral da Unidade de Exploração e Produção da Bacia de Santos (UO-BS) da Petrobras, Osvaldo Kawakami, o vice-reitor da USP e docente da Poli, Vahan Agopyan; o chefe do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Poli (PMI), professor Giorgio de Tomi, o chefe de gabinete da Secretaria de Energia e Mineração, Marco Antônio Castello Branco, e os subsecretários de Petróleo e Gás, Ubirajara Campos, e de Energias Renováveis, Antônio Celso de Abreu Junior.

Sobre o Curso de Engenharia de Petróleo

Teve início em 2002 em São Paulo e em 2012 começou a ser ministrado na cidade de Santos e ocupa a 50ª posição entre os cursos mais procurados na FUVEST (quando ordenamos pela proporção candidato / vaga), com 1.513 candidatos para 50 vagas.

Desde sua origem em 1956, o curso de engenharia de minas da Escola Politécnica teve entre seus objetivos a formação de profissionais para atuar junto ao setor petrolífero.

O engenheiro de petróleo supervisiona e otimiza operações de perfuração e produção em campos de petróleo, que são encontrados em regiões polares até selvas e águas profundas. Para tanto, ele estuda e analisa dados de geologia e engenharia para prever a máxima recuperação de óleo e gás, além das taxas de produção em campos de extração de petróleo, em conjunto com profissionais de outras áreas.

Algumas das funções que o engenheiro de petróleo pode desempenhar em companhias multinacionais, operadoras ou prestadoras de serviços são as de engenheiro de campo, engenheiro chefe de produção, engenheiro de projeto e gerente de produção, entre outras. Além disso, também pode fazer carreira como consultor técnico em empresas de consultoria e agências governamentais.