01/02/2016

Reservatórios do Sudeste deverão alcançar 54,4%, projeta ONS

No Nordeste, o nível de armazenamento começa a dar uma trégua e poderá chegar a 41% ao final de fevereiro

O Operador Nacional do Sistema Elétrico elevou a projeção de armazenamento para o final de fevereiro. Até mesmo na região Nordeste, onde o cenário era o mais pressionado, a situação melhorou e deverá encerrar o mês com 41,1% de acordo com a previsão do Programa Mensal de Operação, divulgado nesta sexta-feira, 29 de janeiro. No Norte a expectativa é de encerrar esse período com 45,3%, no Sudeste/Centro Oeste com 54,4% e no Sul com 92,2% da capacidade total.

Como resultado, a melhoria da situação hídrica no país derrubou o custo marginal de operação do sistema a menos de R$ 1/MWh em quase todo o país, à exceção do Nordeste que ainda está com preço mais elevado. O CMO médio no mercado mais pressionado está em R$ 216,02/MWh, sendo que os patamares de carga pesada e média estão em R$ 259,42/MWh e a leve em R$ 139,88/MWh. No resto do país está equacionado em R$ 0,82/MWh nas duas primeiras e a R$ 0,73/MWh na leve.

No segundo dia de reunião do PMO mensal para fevereiro o ONS revisou os números preliminares que apresentou sobre o volume de energia natural afluente que é esperada para os quatro submercados nacionais. Para o Sudeste/Centro-Oeste, onde está a maior parte da capacidade de reservação do país são estimados 110% da média de longo termo ou 73.914 MW médios no Sul a nova previsão é de 129% da MLT com 10.686 MW médios de ENA, para o Nordeste a previsão é de 118% da média histórica com 17.407 MW médios. Já para o Norte a previsão é de 86% da MLT com 9.888 MW médios.

Além dessa estimativa de ENA, a previsão de carga é de queda de 0,3% na comparação com fevereiro de 2015. Se a previsão se confirmar representará uma demanda de 67.867 MW médios. Pela primeira vez em muitos meses é a região Nordeste que deverá liderar a queda com retração de 1,8%, seguido do Sul com 1,1% de consumo menor e o Sudeste com queda de 0,5%. No Norte continua a elevação da carga, 6,8%, ainda por conta da referência que não contava com a conexão de parte daquela região ao SIN.