11/03/2016

Brasil trabalha em modelo de inserção de carro elétrico

O governo brasileiro está recebendo o apoio da Alemanha no desenvolvimento do modelo de implementação no país das novas tecnologias e alternativas de mobilidade, o que inclui a chegada dos carros elétricos e de sistemas de compartilhamento de veículos.

A cooperação vai durar quatro anos e tem como objetivo a elaboração de políticas públicas para o uso de automóveis de emissão zero, abarcando medidas que vão desde a regulamentação às tarifas que serão cobradas pela energia consumida por esses veículos, passando pelo desenvolvimento de uma rede de postos de recarga rápida.

Ontem, representantes dos governos do Brasil e da Alemanha voltaram a se encontrar para debater o assunto. Pelo lado brasileiro, o interesse é absorver a expertise dos alemães em tecnologias de propulsão alternativas.
O projeto conta ainda com € 5 milhões do governo alemão e está sendo coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento.

“A Alemanha já possui know-how em tecnologias de propulsão mais eficientes. A contribuição deles vai ser de extrema importância para o desenvolvimento de políticas públicas e criação de novos modelos de negócios”, diz a diretora do departamento de indústrias da Mobilidade do ministério, Margarete Gandini.
Em outubro, o Brasil liberou o primeiro incentivo fiscal aos carros puramente elétricos ao zerar a alíquota do imposto de importação, que até então era de 35%. Veículos do tipo foram incluídos na lista de exceções à tarifa externa comum do Mercosul.

Até então, o governo vinha resistindo a incentivar a tecnologia por conta da crise energética. Quando o risco de um novo apagão foi descartado, a desoneração dos “carros verdes” voltou a ser avaliada. Montadoras, porém, ainda cobram outros estímulos, como a isenção do IPI, para que os veículos elétricos sejam acessíveis.