07/03/2016

Ônibus movidos a hidrogênio entram em circulação em São Paulo

Passageiros que utilizam transporte público entre as regiões de Santo André e Diadema, em São Paulo, terão a oportunidade de contribuir para a redução da emissão de gases no meio ambiente.  Entraram em circulação na semana passada (2/3), no Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD), Região Metropolitana de São Paulo, dois novos ônibus movidos a hidrogênio. Esses coletivos, livres de emissão de poluentes, são resultado de projeto dirigido pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Desenvolvido no Brasil, esse projeto coloca o país em destaque mundial, considerando o seleto grupo de países que desenvolveram e testaram comercialmente ônibus movidos a hidrogênio, juntamente com a estação de produção e abastecimento de hidrogênio.

Os dois veículos fazem parte dos três coletivos entregues ao estado de São Paulo para teste em junho de 2015. Nesta semana, esses dois foram integrados à frota dos ônibus intermunicipais gerenciada pela EMTU/SP. Os trabalhos começaram pontualmente às 5h20 e às 5h40, ambos operando na Linha 287P Piraporinha a Santo André, em trajeto bastante demandado por usuários.

Os coletivos não emitem poluentes, consumindo hidrogênio e produzindo apenas vapor d’água, que é eliminado pelo escapamento dos ônibus.  O abastecimento dos ônibus é feito com hidrogênio produzido a partir da eletrólise da água, cuja infraestrutura também faz parte do projeto.

Reforçando a  preocupação com o meio ambiente, cada ônibus foi decorado com um pássaro representativo da fauna brasileira, recebendo o nome da respectiva ave. Um deles é o Ararajuba, ave da região Amazônica que representará as regiões norte e nordeste, e outro o Sabiá Laranjeira, considerado por Decreto Presidencial como um dos quatro símbolos nacionais.

A iniciativa brasileira é resultado de um projeto sob direção do Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. (EMTU/SP), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e da Financiado de Estudos e Projetos (FINEP).