06/04/2016

CPFL Energia expande negócios para geração solar distribuída

Grupo foca o desenvolvimento de projetos solares para indústrias, comércio e serviços públicos

A CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, está expandindo suas operações para atuar no segmento de geração solar distribuída. A iniciativa faz parte da estratégia de oferecer um portfólio completo de produtos e serviços energéticos integrados aos consumidores, que vão desde a migração ao mercado livre às soluções de eficiência energética.

Com o aumento das tarifas de energia no mercado cativo, a GD solar surge como uma das principais alternativas para aqueles consumidores que buscam economia, segurança energética e sustentabilidade. Atualmente, geração distribuída tem sido objeto de uma série de incentivos de órgãos reguladores, governos federais e da União, tais como isenções de impostos e incentivos regulatórios para investimentos.

“O mercado de geração solar distribuída é um dos mais promissores do setor e tem um grande potencial de crescimento. Trata-se de uma solução complementar aos serviços que já oferecemos ao mercado, explorando a sinergia entre as empresas do Grupo”, diz a vice-presidente de Operações de Mercado da CPFL Energia, Karin Luchesi, executiva responsável pela estratégia da CPFL Brasil e da CPFL Eficiência.

O modelo de negócio da CPFL Energia em GD solar prevê que a companhia cuide de todos os aspectos do projeto, desde a concepção, execução da obra até a operação e a manutenção. “A companhia busca a melhor solução para cada cliente e para cada projeto. Por ser uma empresa centenária, o Grupo CPFL Energia trabalha com um amplo número de fornecedores no mercado e tem escala para oferecer aos seus clientes a melhor solução com o menor custo”, afirma a executiva.

Todo o know-how adquirido pelo Grupo com a implantação e a operação da usina solar Tanquinho, a maior do Estado de São Paulo com 1,1 MWp de capacidade, está sendo utilizado para o desenvolvimento dos projetos de GD Solar. Em Tanquinho, a CPFL realizou testes com diversos tipos de painéis fotovoltaicos para identificar as tecnologias mais eficientes de geração de energia com o menor custo operativo.

Aliado à expertise técnica, outro diferencial da companhia na área de GD Solar é um software desenvolvido internamente, o qual contém dados sobre o nível de insolação nos 5,570 mil municípios brasileiros. A informação é cruzada com outro elemento importante para um projeto de geração distribuída: o valor da tarifa de energia. Com base nos dados, o Grupo consegue estimar o potencial de geração de energia de um empreendimento e a economia a ser obtida pelo cliente.
Além do know-how técnico, a CPFL oferece alternativas contratuais flexíveis para os clientes para viabilizar os projetos. Uma das principais modalidades é o contrato de BOT (construir, operar e transferir, na sigla em inglês). Neste formato, a empresa realiza o investimento, e com a economia obtida pelos consumidores remunera o serviço prestado.

Atualmente, a companhia tem olhado o desenvolvimento de projetos para clientes industriais e comerciais de até 5 MW de capacidade instalada, conforme previsto na resolução nº 687/15 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Pelos termos da normativa, empreendimentos de energia solar com essa capacidade fazem jus a uma série de benefícios, como geração compartilhada entre diferentes CNPJs e ao sistema de compensação de energia (créditos e débitos com as distribuidoras).

O primeiro case comercial da atuação da CPFL em GD Solar foi desenvolvido pela sua subsidiária CPFL Eficiência em parceria com a empresa Alsol Energias Renováveis com a instalação de usinas solares para a Algar Tech. A CPFL financiou uma planta solar na unidade da Algar Tech em Campinas (SP), bem como a expansão da capacidade instalada da usina solar existente na unidade de Uberlândia, por meio de um contrato de BOT entre a CPFL e a Algar Tech. A Alsol projetou e executou ambas as plantas solares, que, somadas resultam em 700 kWp.  “As grandes redes de varejos, tais como bancos, supermercados e universidades, as indústrias e os serviços públicos estão entre os principais mercados para geração distribuída solar no Brasil”, avalia Karin.

A CPFL Energia também vem olhando com o mercado residencial de geração solar distribuída, avaliando o segmento do ponto de vista técnico-comercial. Os estudos em curso têm como objetivo preparar o Grupo para quando este mercado se tornar suficientemente maduro. Inclusive, uma das iniciativas em andamento é o projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) Telhados Solares, o qual instalará painéis solares em 200 unidades consumidoras de baixa tensão (residências e comércios) em um bairro em Campinas para aprofundar o conhecimento sobre a tecnologia.