27/04/2016

Governo define novo diretor-geral para o ONS

O governo federal pretende indicar amanhã, em assembleia-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nome de Luiz Eduardo Barata, atual secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, para a diretoria-geral do órgão, segundo fontes do setor. Se eleito, Barata substituirá Hermes Chipp, cujo mandato termina no fim do mês.

Conforme antecipado ontem pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, essa estratégia estava definida pelo governo até a última semana. Não se sabe se houve alguma mudança desde então. Mas um sinal de que a proposta se mantém é que a presidente Dilma Rousseff escolheu o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, Marco Antônio de Almeida, para assumir o ministério, no lugar de Eduardo Braga, em vez de permitir que Barata fosse transformado em ministro interino automaticamente.

Segundo uma fonte ligada à cúpula energética de Dilma Rousseff, na assembleia do ONS, geralmente o governo faz acordo com a iniciativa privada. Como Barata tem bom trânsito nas duas esferas, é provável que ele seja eleito.

Como a direção-geral do ONS é um cargo estritamente técnico, devido à complexidade e responsabilidade da operação do sistema elétrico do país, e aprovado em assembleia para um mandato de quatro anos, é pouco provável que a eventual nomeação de Barata seja substituída, caso Michel Temer assuma a Presidência da República, no lugar de Dilma.

Carioca e engenheiro eletricista, Barata já foi diretor de operação do ONS e presidente do conselho de administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Segundo fontes próximas, Barata deseja há algum tempo voltar para o Rio de Janeiro, onde está localizada a sede do ONS.

Pelo estatuto do ONS, Chipp deveria deixar a direção-geral do operador em maio de 2014. Na ocasião, porém, o governo editou uma medida provisória prorrogando seu mandato por dois anos. O entendimento, na ocasião, é que seria muito arriscado trocar o comando do operador no auge da crise elétrica, com forte risco de racionamento.