18/04/2016

Projeção de consumo em abril dispara no Sudeste para 6,2%

PMO indica projeção de queda nos volume de energia natural afluente para o final do período em todo o país

A terceira revisão do Programa Mensal de Operação do mês de abril indica uma projeção de queda nos volumes de energia natural afluente para o final do período em todo o país na comparação com o que se esperava na semana passada. A região Nordeste que já vinha pressionada teve uma redução na expectativa de ENA de 26% para 23% da média histórica. Na maior região em termos de consumo e armazenamento, o Sudeste/Centro Oeste, a projeção mensal recuou de 77% para 72% da MLT. No sul, a previsão ainda está acima da média com 135% ante os 149% esperados na semana anterior. No Norte a nova expectativa de fechamento do mês é de 54% da MLT, nível quatro pontos porcentuais abaixo do calculado sete dias atrás.

Segundo dados do Informativo do Programa Mensal de Operação, divulgado nessa sexta-feira, 15 de abril, pelo ONS, os novos níveis esperados de armazenamento ao final do mês apresentaram redução em quase todos os submercados, a exceção é no Norte, cuja previsão é de estabilidade em 70,6%. No SE/CO caiu de 58,4% para 56,8%. No Sul recuou de 90,7% para 84,7% e no NE ficou em 33,5% ante os 34,1% projetados na revisão da semana passada.

Já em termos de carga houve uma nova revisão de expectativa para cima. Duas semanas atrás a projeção apontava para uma demanda 2,9% mais elevada do que em abril de 2015, na semana passada esse indicador passou a 3,6% e agora apresentou elevação de 1,3 ponto porcentual, para um crescimento de 4,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Essa projeção, argumentou o ONS decorre da ocorrência de temperaturas mais elevadas, principalmente, no SE/CO e no Sul do país, quando comparadas ao mesmo período do ano passado. Com isso, a previsão é de carga de 69.293 MW médios. O maior indicador projetado é para o submercado SE/CO, onde se espera demanda 6,2% mais elevada do que em abril de 2015 e no Sul o indicador é de 5% de crescimento. No NE, a estimativa é de aumento de 0,9% e no Norte de 3,5%.

Apesar das condições mais pressionadas na operação do sistema, o Custo Marginal de Operação médio da semana operativa que começa no sábado, 16 de abril, avançou levemente. No Nordeste continua o valor mais elevado com R$ 276,13/MWh, sendo que nas cargas pesada e média o valor é de R$ 282,80/MWh e na leve R$ 267,46/MMWh. No restante do país o valor está equacionado sendo a média de R$ 39,62/MWh, a carga pesada está em R$ 41,18/MWh, a média em R$ 39,88/MWh e a leve em R$ 39,02/MWh.

O despacho térmico, explicou o ONS no documento semanal, considera-se além da geração térmica despachada por ordem de mérito, o adicional de geração térmica despachada com CVU inferior a R$ 211/MWh para a garantia energética. Os volumes a serem despachados para a semana estão em 10.374 MW médios. A maior parcela está dentro da ordem de mérito com 5.828 MW médios e por garantia energética estão 3.613 MW médios, enquanto 904 MW médios são por inflexibilidade e 29 MW médios por restrição elétrica.

Quanto à previsão do tempo, é esperada chuva de intensidade fraca apenas na bacia dos rios Jacuí e do Uruguai a partir do dia 21 de abril. No Tocantins continua a condição de pancadas isoladas.