28/04/2016

Secretaria de Energia e Mineração discute questões da cadeia produtiva do setor químico e petroquímico no Estado

Nesta quarta-feira, 27 de abril, o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, recebeu representantes da Frente Parlamentar em Defesa da Competitividade da Cadeia Produtiva do Setor Químico, Petroquímico e Plástico do Estado de São Paulo, para discutir questões relacionadas às demandas do setor no Estado.

Existe desde 2013 no Congresso, em Brasília, uma Frente com atuação no mesmo setor. “É extremamente importante que a Frente também atue em São Paulo, estado onde o setor tem sua maior atividade no país. Tanto para o polo petroquímico, na geração de emprego e renda, como para o setor em geral, as ações da Frente serão intensas na busca de soluções que ajudem o segmento”, disse o deputado estadual Luiz Turco, coordenador da Frente Parlamentar.

A garantia firme de energia para um dos setores que mais empregam no Estado foi um dos temas centrais do encontro. “Ainda não temos energias renováveis em quantidade suficiente que garanta uma energia sem intermitência. A previsão é que tenhamos uma geração firme em 25 anos. Até lá, o insumo que irá fazer a transição para as energias renováveis é o gás natural”, afirmou Meirelles.

“A indústria química vive uma crise violenta, é extremamente importante para a economia do país, e a Frente pretende discutir saídas. Queremos unir esforços para defender o setor”, disse o deputado estadual Luiz Fernando, integrante da Frente.

Sobre a questão de geração de energia a partir de RSU (resíduos sólidos urbanos), Ricardo Toledo, secretário-adjunto de Energia e Mineração, ponderou sobre os gargalos dessa área. “A geração simples de energia elétrica a partir do lixo ainda é muito cara, mas com agregados como a geração de vapor, é possível equacionar a questão. Precisamos superar algumas dificuldades na filtragem de gases tóxicos e o CDR (combustível derivado de resíduos) poderá ser utilizado também nas usinas de açúcar e álcool que produzem energia elétrica”, afirmou.

Também participaram da reunião o chefe de gabinete da Secretaria de Energia e Mineração, Marco Antonio Castello Branco, representante da Abiquim, Flavio Chantre, e os assessores Francisco Lima e Denise Pragana.

Sobre a Frente

A Frente Parlamentar em Defesa da Competitividade da Cadeia Produtiva do Setor Químico, Petroquímico e Plástico do Estado de São Paulo é presidida pelo deputado estadual Luiz Turco, e integrada pelos deputados estaduais Luiz Fernando, Davi Zaia, Alencar Santana Braga, Ana do Carmo, Beth Sahão, Caio França, Célia Leão, Ed Thomas, Edson Giriboni, Enio Tatto, Fernando Cury, Itamar Borges, João Paulo Rillo, Jorge Caruso, Leci Brandão, Marcia Lia, Mauro Bragato, Professor Auriel, Rafael Silva e Teonilio Barba.

A Frente tem por objetivo:
•    a promoção e o aprimoramento das políticas públicas estaduais pertinentes à competitividade da cadeia produtiva do setor químico;
•    propor matérias no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que visem à implementação e aprimoramento de políticas públicas que possam contribuir com a expansão e a consolidação da competitividade da cadeia produtiva do setor químico;
•    promover o debate sobre a competitividade da cadeia produtiva do setor químico e as respectivas ações estratégicas;
•    apoiar a integração interinstitucional e a articulação entre os entes Federados; e
•    apoiar e promover debates, simpósios, seminários, audiências públicas e outros assuntos pertinentes ao tema, divulgando seus resultados.

Sobre o setor químico

A indústria química faturou em 2014 US$ 156,7 bilhões no Brasil, responde por 2,7% do PIB do país e 9,67% do PIB industrial. O faturamento da química mundial está estimado em US$ 5,2 trilhões e o Brasil ocupa a 6ª posição no ranking. Nos três primeiros meses deste ano, as importações brasileiras de produtos químicos foram de US$ 7,7 bilhões, com recuo de 15,2% em relação ao mesmo período de 2015. Já as exportações, de US$ 2,9 bilhões, apresentaram redução de 5,9%, na mesma base comparativa.