20/05/2016

Canadian Solar próxima de anunciar estratégia para o Brasil

Expectativa é que empresa vá implantar fábrica de equipamentos solares no país

A Canadian Solar deve anunciar no próximo mês a sua diretriz de atuação no Brasil. A empresa vem cogitando a construção no país de uma fábrica de placas fotovoltaicas e caso confirme o anúncio, será a primeira a se instalar no país após a inserção da fonte nos leilões de energia no ambiente regulado. De acordo com Wladimir Janousek, gerente geral da Canadian Solar no país, a manutenção da meta de contratação para o médio e longo prazo de 1 GW por ano é crucial para a vinda da cadeia solar ao país. “É essencial para fundamentar o investimento, caso contrário não vai se fazer uma fábrica para atender 400 MW que se ganhou em um leilão”, avisa o executivo, que participou nesta quinta-feira, 19 de maio, de debate no Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico, no Rio de Janeiro (RJ).

Para o executivo, embora a geração distribuída tenha um grande mercado ser relevante, ele vê na geração centralizada a base para se estabelecer um break even de uma planta. Há uma demanda reprimida de GD no país que não deve ser duradoura. Segundo Janousek, o ponto ideal de produção ainda não foi definido para o país, mas a referência de custos a ser adotada não deve ser a chinesa nem o custo, devendo se chegar um meio termo.

A Canadian ainda vem recebendo consultas de vencedores dos leilões para atuar como fornecedora. Janousek ressaltou que falta mais robustez na qualidade de alguns equipamentos solares já fabricados no país para geração distribuída. Segundo ele, o mercado não valoriza a marca apenas pelo nome e sim pelo que está por trás dela. “A Canadian tem todo um conjunto sólido de certificações que dão a garantia de qualidade da eficiência do produto e da durabilidade do módulo vai gerar energia”, aponta. Para ele, esses fabricantes locais teriam mais dificuldades em atuar na geração centralizada.

O gerente da Canadian continua com a aposta no país, lembrando que a divisão de geração participou dos últimos três leilões. Ela ainda aguarda uma decisão do órgão regulador sobre a postergação de prazos para as usinas viabilizadas pela empresa e outros agentes no leilão de 2014.