03/05/2016

Projeção do GSF em 2016 piora e recua para 91,9%

Vazões do mês de abril foram as piores da média histórica de 86 anos no Nordeste e no Norte do país com 25% e 50% da MLT, respectivamente

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica revisou o nível do fator de ajuste do MRE para o ano de 2016 que recuou de 92,2% previsto no mês passado para 91,9% da garantia física sazonalizada, já considerando a modulação de carga nos finais de semana. Até o final de abril, o acumulado do fator de ajuste do MRE está em 87,6% no ano de 2016.

Considerando apenas o mês passado, a expectativa era de 94,9% mas foi realizada a geração de 93,8% do volume alocado para o mês. Em janeiro esse indicador foi de 78,5%, em fevereiro ficou em 90,8% e em março passou a 94,3%.A perspectiva para maio é de energia secundária com a projeção de geração de 101,1% da energia alocada. Já o fator de ajuste para fins de repactuação do risco hidrológico no mês ficou em 97%, mesmo indicador estimado para o período. Já no acumulado do ano está em 98,4%, sendo reportada energia secundária nos meses de março (101,4%) e em fevereiro (100,3%). Já no mês de janeiro ficou em 93,7%.

E para o mês de maio o volume esperado é de 100,5% da energia alocada para o período. A projeção de ESS para este ano voltou a subir ante a previsão do mês passado da CCEE, está em R$ 2,125 bilhões. Ainda assim, um patamar que está abaixo da metade do apurado em 2015 que ficou em R$ 5,652 bilhões. Por sua vez, com a geração térmica por segurança energética o custo anual do ESS aumentaria para R$ 3,749 bilhões. A diferença está nos valores previstos para o período entre maio e novembro, pois nesse período, com base na projeção do PLD, quase não há custos, diferente das estimativas com geração por segurança, que levaria a valores adicionais entre R$ 200 milhões e R$ 320 milhões a depender do mês.

Outros valores revisados para baixo e apresentados nesta segunda-feira, 2 de maio, no evento InfoPLD foram as médias de vazões para os 14 meses. Em termos de energia natural afluente no SIN, a expectativa é de que os indicadores variem entre 95% – em junho de 2017 – e 72% – em outubro de 2016 – da média de longo termo no decorrer desse período, de acordo com o cenário base. Ao se considerar apenas a pior série histórica de vazões a ENA no sistema interligado nacional, os limites ficariam entre 79% – neste mês e em maio de 2017 – a até 49% da MLT – em fevereiro de 2017.

Somente no mês de abril as vazões se situaram entre as piores da média histórica de 86 anos em quase todo o país à exceção do Sul, onde os 148% da média de longo termo apurados representaram a 14ª melhor ENA desse horizonte. Já no Sudeste/Centro-Oeste ficou em 72% ou a 80ª no ranking de vazões, já no Nordeste e no Norte os níveis de 23% e de 50%, respectivamente, foram as piores registradas até hoje.

Com isso, a perspectiva de armazenamento máximo, considerando a projeção de PLD apresenta um vale sendo que os picos devem ser registrados este mês com 54% da capacidade e retomando a 57% daqui a 12 meses. O pior nível pode ser visto em novembro de 2016 com 27%. Já esses indicadores, com geração térmica por segurança energética, apresentam comportamento semelhante. A diferença está no nível de armazenamento, sendo que neste mês a projeção ficaria em 55% e em 63% no mesmo mês de 2017. O menor nível seria visto também em novembro com 35% do total.

A projeção de PLD médio no SE/CO em 2016 é de um valor R$ 57,44/MWh, aumento de R$ 7 ante o que se esperava no mês passado, já para o ano seguinte há nova elevação do valor médio, passou de R$ 31,43/MWh para R$ 36,55/MWh. O pico poderá ser verificado em outubro deste ano com R$ 85/MWh sendo verificada uma queda até janeiro do ano que vem que deverá alcançar o patamar de R$ 30/MWh, sendo verificado esse mesmo valor nos meses de fevereiro e de junho. Já a projeção de preços com a geração por segurança energética apresenta valores médios menores, em 2016 com R$ 41,57/MWh e em 2017 no piso.

O PLD regulatório considerado para o ano que vem é de R$ 530,54/MWh como máximo e o mínimo mantido a R$ 30,25/MWh. Esse comportamento ainda deverá ser verificado para o Sul do país. No Norte a média do PLD difere levemente em 2016 com R$ 59,77/MWh mas em 2017 o valor é menor, com o piso regulatório de R$ 30,25/MWh. Já no Nordeste há uma reversão de expectativa em maio. Ante os R$ 267/MWh de abril, a proejeção de maio é de R$ 70/MWh e a partir desse mês, a manutenção do mesmo patamar de valores das demais regiões do país. Com isso, a média de PLD este ano está em R$ 127,31/MWh e para 2017 está em R$ 36,52/MWh.