06/05/2016

São Paulo quer acelerar a inserção de energia solar na matriz energética

Especialistas de diversas entidades do setor energético e técnicos do Governo do Estado de São Paulo, reuniram-se nesta sexta-feira, 6 de maio, na Secretaria de Energia e Mineração com o objetivo de acelerar os estudos e propostas para disseminar o conhecimento da energia solar fotovoltaica que propiciem a inserção de geração de energia renovável com o conceito de geração distribuída.

As discussões visam o desenvolvimento e estruturação de projeto que tem o objetivo de implantar sistemas de energia solar fotovoltaica em edifícios residenciais, comerciais, industriais e nas áreas rurais do Estado, privados ou do setor público. O grupo pretende também propor ações conjuntas para divulgação dos projetos e sistemas que estão sendo implantados no Estado, além da inserção de energia solar fotovoltaica em projetos de habitação popular.

Além das questões técnicas e relacionadas a legislação, o grupo também irá estudar formas possíveis de financiamento e incentivo dos projetos.
Segundo o subsecretário de Energias Renováveis da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, Antonio Celso de Abreu Jr, o objetivo é criar um programa estadual que incentive as empresas a produzirem equipamentos fotovoltaicos, as universidades a promover inovações tecnológicas e as pessoas a instalarem os sistemas em suas residências, indústrias e comércios. “Estamos chamando esse programa de Pró-solar SP. Queremos atingir um novo patamar para as energias renováveis no Estado de São Paulo e só será possível com o trabalho conjunto de empresas, academia e governo”, destaca.

Participaram da reunião representantes da Absolar, Arsesp, CDHU, Cogen, Crea, Desenvolve SP, Greenpeace Brasil, Investe SP, WWF Brasil e das Secretarias Estaduais de Agricultura e Abastecimento, Planejamento e Desenvolvimento Regional, e de Energia e Mineração.

A energia solar em SP
A Subsecretaria de Energias Renováveis atua no planejamento e na execução de ações relativas à política estadual de energia que visem o incremento de energias ambientalmente menos impactantes, renováveis e que proporcionem estímulo à competitividade a ao desenvolvimento regional.

A atual matriz energética paulista é uma das mais limpas do mundo, cuja participação de fontes renováveis responde por 53% – em grande parte baseada na utilização de biomassa e energia hidráulica. O desenvolvimento de novas fontes renováveis de energia, sobretudo a eólica, a solar e a proveniente de resíduos sólidos urbanos, tem pautado as ações do governo estadual no sentido de ampliar a qualidade, a renovação e a diversificação da matriz energética, priorizando as tecnologias de geração de energias limpas e renováveis.

A Secretaria de Energia e Mineração realizou o mapeamento das potencialidades de energia solar no Estado. O estudo “Levantamento do Potencial da Energia Solar Paulista” reúne 25 mapas elaborados com análise técnica da Secretaria e dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O objetivo é demonstrar o potencial de geração solar em cada uma das regiões do Estado de São Paulo.
Para atender a PEMC (Política Estadual de Mudanças Climáticas), que determina que em 2020 o estado tenha 69% de sua energia oriunda de fontes renováveis, São Paulo pratica diferimento de impostos para aquisição de insumos e máquinas.