10/06/2016

Consumo nacional de energia cresce 3% em junho, diz CCEE

Desempenho das usinas hidráulicas cresce 21,4% e desligamento de usinas termelétricas provoca queda de 37,5% na produção da fonte no período

O consumo nacional de energia elétrica somou 57.991 MW médios na primeira semana de junho, aumento de 3% na comparação com mesmo período do ano passado. Os dados são preliminares e foram coletados entre os dias 1º e 7 de junho, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica em boletim divulgado nesta quinta-feira, 9.
O incremento foi registrado tanto no mercado cativo (+3,3%) quanto no mercado livre (+2,4%), impactado principalmente pela migração de empresas para este ambiente. Excluindo o impacto do feriado de Corpus Christi de 2015, seria registrada redução no ACR (-1,6%) e no ACL (-0,9%).

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, consumidores livres e especiais, os setores de comércio (33,6%), serviços (29,8%) e veículos (27,8%) registraram os maiores índices de aumento no consumo. Os segmentos com queda foram os de extração de minerais metálicos (-29,9%), minerais não metálicos (-7,6%) e telecomunicações (-1,2%).

Nos primeiros dias de junho, a análise do desempenho da geração indica a entrega de 60.527 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional, aumento de 3,6% na comparação com o ano passado. O destaque é a produção das usinas hidráulicas, incluindo as pequenas ventrais hidrelétricas, que registrou incremento de 21,4% no período. A representatividade da fonte atingiu 77,4% sobre toda energia produzida no país, índice é 11,3 pontos percentuais superior. Em junho, também houve aumento na geração eólica (+23,8%) e queda na produção das usinas térmicas (-37,5%), principalmente pela redução na entrega de energia das usinas a óleo (-59,2%) e bicombustível (-50,8%).

O boletim também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, até a segunda semana de junho, o equivalente a 96,9% de suas garantias físicas, ou 48.558 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 95%.