02/06/2016

Energias Alternativas continuarão no foco do BNDES, segundo Maria Silvia

Nova presidente defendeu ainda o desenvolvimento de um mercado privado para financiamentos de mais longo prazo

As energias alternativas vão continuar no foco do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, segundo a nova presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques. Ela disse que essa já era uma área importante em que o banco vem se destacando e que os financiamentos para esses projetos vão continuar.

Em seu discurso durante cerimônia de transmissão do cargo, que aconteceu nesta quarta-feira, 1° de junho, no Rio de Janeiro, a executiva apontou que a ideia é imprimir ainda mais foco no segmento de energias alternativas, “que olha o futuro e está alinhado com a agenda socioambiental, que será transversal a todos os investimentos do banco”, destacou.

“O Brasil tem a cara dessas fontes. É uma agenda que eu acho importante para o país”, frisou. Segundo ela, outras áreas no setor como transmissão e outras formas de geração continuarão tendo seu espaço dentro do banco. Ela disse ainda que tomou posse hoje no cargo e que futuramente será possível detalhar as ações mais a fundo.

Maria Silvia defendeu ainda o desenvolvimento de um mercado privado para financiamentos de mais longo prazo, muito demandados por projetos de infraestrutura. “Estando o BNDES atento ao seu papel de financiar projetos com retorno social maior do que o privado, e entrando o país em uma nova fase de estabilidade da economia, com taxas de juros mais baixas, podem surgir as condições necessárias para o crescimento e fortalecimento de um mercado privado de empréstimos e de dívida de longo prazo”, afirmou.

A mesma ideia foi ressaltada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que esteve presente à cerimônia de transmissão de cargo. “O mercado privado de financiamento de longo prazo é fundamental”, declarou.

Meirelles disse ainda que não faltarão recursos ao BNDES e que os valores a serem devolvidos ao Tesouro, em torno de R$ R$ 100 bilhões – uma primeira parcela de R$ 40 bilhões e outras duas de R$ 30 bilhões – não prejudicarão a atuação do banco. De acordo com Maria Silvia, os recursos só serão antecipados se houver segurança jurídica para se fazer essa devolução.

O ministro da Fazenda comentou ainda que o BNDES tem papel fundamental nesse momento de concessões e retomada de privatizações no país. A atuação do banco nesse sentido ainda será discutida com o governo, segundo Maria Silvia.