02/06/2016

Itaipu alcança marca histórica de 43 milhões de MWh gerados em cinco meses

Nesse período, disponibilidade das unidades geradoras da hidrelétrica foi de 97%

Pela primeira vez na história dos 32 anos de operação de Itaipu, a produção da usina superou a marca dos 43 milhões de MWh no período de cinco meses. Essa energia é suficiente para abastecer o Brasil inteiro por 30 dias e uma cidade do porte de São Paulo por um ano e meio. A produção é 18% maior quando comparado com o mesmo período de 2015, quanto a usina gerou 36,4 milhões de MWh.

O diretor técnico executivo da Itaipu, Airton Dipp, explica que os principais fatores para essa produção excepcional são água em abundância, otimização dos recursos disponíveis na área técnica, bom estado dos equipamentos, maior demanda do Operador Nacional do Sistema e bom sincronismo na coordenação dos trabalhos de Itaipu em parceria com a Eletrobras, Ande, ONS, Furnas e Copel.

A produção de Itaipu caminha para superar os 51 milhões de MWh no semestre, o que é outra marca inédita. Apenas em duas vezes, 2012 e 2013, a usina atingiu os 50 milhões de MWh nos primeiros seis meses do ano. Foram os dois anos de maior produção da usina.

Nos primeiros cinco meses do ano, a disponibilidade das unidades geradoras da hidrelétrica foi de 97% e a indisponibilidade forçada, 0,01%. O Fator de Capacidade Operativa, que sinaliza a quantidade de água que a hidrelétrica consegue transformar em energia, foi de 94%.

A usina também oferece pronta resposta a perturbações e a fontes intermitentes do Sistema Interligado Nacional (SIN). “Itaipu é uma das principais fontes de substituição rápida de outras fontes de energia do país, que eventual e repentinamente param de funcionar”, explica o superintendente de Operação, Celso Torino.

Para Torino, é natural que, diante de falhas na geração, o ONS queira repor 500 MW ou 1.000 MW no SIN rapidamente, preservando ao máximo possível a configuração e os fluxos programados até então. O superintendente explica que alterar de forma significativa tais fluxos em tempo real representa um risco de novas falhas. “Em cenários emergenciais como este, em especial na região Sudeste e Centro-Oeste, a Itaipu é frequentemente a melhor alternativa.”