03/06/2016

Papel regulador do Estado deve ser separado da atuação empresarial da Petrobras, defende Coelho Filho

Ministro avalia que modelo calcado no mérito que conduziu Pedro Parente à presidência da Petrobras deve ser replicado no Setor Elétrico

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, participou nesta quinta-feira (2/06) da cerimônia de transmissão do cargo de presidente da Petrobras a Pedro Parente, na sede da empresa no Rio de Janeiro. Em seu discurso, o ministro ressaltou que a Petrobras volte a ter papel central na política energética brasileira e fundamental para o desenvolvimento do país, porém separando a atuação do Estado como promotor de políticas públicas e o papel da empresa.

“Sem perder de vista o papel fundamental que a Petrobras desempenha na economia brasileira, precisamos separar melhor a atuação do Estado empresário a do Estado promotor de políticas públicas e regulador”, afirmou. “Enquanto sociedade de economia mista, com parte relevante de seu capital negociado em bolsas de valores no Brasil e em outros países, a Petrobras merece ter aprimorados seu modelo de governança, para dar mais garantias às pessoas que desejam se tornar sócias desta grande empresa, que confiam suas poupanças à gestão comprometida, eficiente e profissional da empresa”, disse.

Coelho Filho destacou que a Petrobras deve ser refundada em uma visão empresarial moderna, apesar do atual momento ser desafiador. Ao novo presidente da Petrobras, o ministro afirmou ter certeza de que os colaboradores da empresa, capitaneados por Parente, farão a Petrobras se fortalecer e se tornar mais ágil.

Ao final da cerimônia, em entrevista a jornalistas, o ministro elogiou a escolha de Pedro Parente, baseada em um modelo de meritocracia que privilegia a governança e a transparência. Fernando Coelho Filho afirmou ainda que espera adotar também no setor elétrico soluções de gestão similares, colocando nos cargos de comando “pessoas de mercado” e oriundas do setor.

A alteração da exclusividade da Petrobras como operadora única dos campos do pré-sal é uma das medidas defendidas pelo governo neste novo momento da economia e da Petrobras, defendeu Coelho Filho:

“Temos entendimento com o presidente Michel Temer, com membros do governo, com o presidente Pedro Parente, do momento delicado que a companhia vive, da gente poder colocar a Petrobras com direito de escolha de participar das áreas que ela gostaria de participar”, afirmou.

“Queremos que quando o próximo leilão (de óleo e gás) ocorrer, que ele seja bastante exitoso. Vamos, na medida do possível, fazer as alterações necessárias para que se possa estimular a competitividade e atrair investimentos, que é o que a gente precisa”.