07/06/2016

SIN suporta nova queda de torres de transmissão e ONS divulga medidas que garantirão suprimento

Vendavais severos registrados na madrugada deste domingo (05/06), na região de Campinas no estado de São Paulo, ocasionaram a queda de cinco torres de transmissão. Mesmo com essa nova contingência na Rede Básica não houve perda de carga de consumidores, que continuaram sendo supridos pelos demais equipamentos em operação.

As chuvas causaram desligamento automático das seguintes linhas da Rede Básica do Sistema Interligado Nacional:

•  LT Santo Ângelo/Replan 440 kV, da CTEEP; 

• LT Santo Ângelo/Mogi Mirim 440 kV, da CTEEP; 

• LT Campinas/Itatiba 500 kV, de Furnas.

A LT Campinas/Guarulhos, de 345 kV de Furnas, foi também desligada pela atuação do sistema de proteção, face à queda dos cabos LT Campinas/Itatiba sobre esta linha. Também houve desligamentos localizados no sistema de distribuição da CPFL, devido a perdas de linhas de transmissão desta empresa.

Este é o segundo temporal que atinge o estado de São Paulo nos últimos dias.  No dia 1º de junho o sistema elétrico suportou a queda de 13 torres de transmissão de alta tensão nas regiões de Ilha Solteira, Bauru, Araraquara e Campinas. A queda não provocou cortes de carga aos consumidores. A previsão é que o sistema seja normalizado nesta quarta-feira (7/06).

Devido aos registros de temporais nos últimos dias, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou novas medidas operativas adicionais que garantirão, a partir desta segunda-feira (6/06), segurança e confiabilidade no suprimento da região de Campinas e da cidade de São Paulo, até que sejam restabelecidos os equipamentos afetados.

Confira abaixo as medidas:

Furnas e CTEEP estão envidando todos os  esforços  possíveis  para  que  as  torres  de transmissão sejam recuperadas e as linhas voltem a ser disponibilizadas para a operação. A partir de terça-feira (07/06), está previsto o retorno de duas linhas: a LT 500 kV Araraquara-Campinas (Furnas) e a LT 440 kV Bauru-Cabreúva (CTEEP).
Como resultado dos estudos realizados, será adotado pelos Centros de Operação do ONS um procedimento especial de supervisão e controle dos fluxos de energia na região afetada, realizando, em tempo real, a gestão mais segura face à situação do sistema.
Caso seja necessário, dependendo do comportamento da carga, da disponibilidade de geração hidráulica e do desempenho do sistema, poderá haver a utilização de  geração térmica.