07/06/2016

Uso de combustíveis fósseis pode fazer a Terra a esquentar 9,5 graus

Em até 300 anos, a situação pode ser motivada caso a população decida consumir todas as suas reservas de combustíveis fósseis existentes

De acordo com uma pesquisa canadense publicada no conceituado site Nature Climate Change, durante os próximos 250 a 300 anos, a temperatura média do planeta poderá aumentar em até 9,5°C, caso a população mundial resolva consumir todas as suas reservas de combustíveis fósseis existentes.

Claro, a situação hipotética tem tudo para não acontecer, uma vez que o Acordo de Paris, firmado no fim de 2015, prevê uma série de atitudes que limitarão o aumento de temperatura em até dois graus. Entretanto, a pesquisa revelada tem preocupado governantes de todos os lugares do mundo, levando em consideração as impactantes transformações climáticas sofridas nesses últimos anos – no qual registrou-se o aumento de um grau na temperatura.

O Sudeste, por exemplo, uma região marcada por um clima tropical característico, com grandes períodos de chuva, muita poluição e temperatura média oscilante entre 20°C e 24°C. O que seria de sua população se o termômetro fosse elevado a uma temperatura média de 33,5°C?

Como resposta, pode-se dizer que a qualidade de vida presente nessas condições seria extremamente precária, isso se a natureza, de fato, sobrevivesse a todas as transformações e consequências desse fenômeno. Além disso, importante ressaltar que, até pouco tempo, a matriz energética global “trabalhava” de modo a acelerar este processo destrutivo do planeta.
Detalhes do estudo

A respeito do estudo dirigido pela equipe de cientistas da Universidade de Victoria, liderada por Katarzyna Tokarska, uma série de testes computadorizados foram feitos para simular a grande variação climática apresentada na Terra – expondo o planeta a um ritmo de máxima produção dos gases-estufa.

Para chegar aos cálculos apresentados na pesquisa, os especialistas usaram quatro modelos globais do clima de último tipo, os mesmos usados pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) em seu último relatório, de 2013. Gerando a simulação até o ano de 2300, adotando um cenário hipotético com as previsões climáticas mais pessimistas possíveis, Tokarska e seus companheiros concluíram a pesquisa apresentando tais números.

Para se ter uma ideia dos prejuízos calculados na simulação, um mundo com temperatura média 9,5°C mais quente significaria o derretimento de todo o gelo obtido no planeta. Mediante as informações, entende-se a razão para que os governantes acelerem a padronização de suas atividades a um consenso comum de produção.

Vale ressaltar que as novas regras estabelecidas pelo Acordo de Paris começam a valer a partir de 2020, novas nações interessadas poderão assinar a favor da iniciativa até 2017. Enquanto isso, os países signatários adequam-se aos novos moldes acordados.