08/07/2016

Geração distribuída ajudará a impulsionar solar no país, diz Coelho Filho

Ministro se reuniu com presidente do Banco do Nordeste e elogiou linha para expansão da GD

A diretoria do Banco do Nordeste apresentou nesta quinta-feira (7/7) ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o programa FNE Sol, que oferece linha de financiamento para projetos de geração distribuída por fontes renováveis na região atendida pelo banco.

“Viemos até aqui sinalizar nossa animação com essa iniciativa. Não tenho dúvida que é a geração distribuída que vai impulsionar o crescimento de setor de energia solar. O Brasil pode chegar a ser um dos maiores players de energia solar no mundo”, disse.

A energia solar fotovoltaica continuará crescendo no país, disse o ministro, que afirmou que o governo vai continuar a contratar energia solar e eólica por meio de leilões, mas destacou que é importante que essa expansão ocorra também com a geração distribuída.

O ministro afirmou que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estudará formas de aprimorar a definição sobre a contratação de fontes elétricas nos leilões.

“Perdemos muito a racionalidade da contratação de energia. Não critico o modelo de leilão, mas muitas vezes você não passa a realidade para o consumidor do custo do que ele está contratando. Você compra energia mais barata só que longe do centro de carga. Se você tivesse calculado o valor para se levar essa energia ao centro de carga, com transmissão por exemplo, talvez ficasse menos competitivo”, disse Coelho Filho.

Segundo o Banco do Nordeste, neste ano já foram contratados R$ 3,1 milhões em crédito para geração distribuída. A demanda chega a mais de R$ 29,6 milhões.

Fernando Coelho Filho afirmou aos diretores do banco que as condições da linha de crédito são “imbatíveis” e que ele tem muita convicção de que os custos estão caindo nessa modalidade de geração, principalmente se forem computados pra comparar essas fontes com outras disponíveis os custos de transmissão que oneram a geração centralizada em regiões distantes dos centros de consumo.

Outras iniciativas similares estão sendo estimuladas pelo governo federal, dentro do ProGD, programa lançado pelo Ministério de Minas e Energia. Segundo o ministro, há diversas iniciativas sendo trabalhadas para que outros bancos possam também criar linhas de crédito com esse fim e atender a outras regiões do país.