12/07/2016

Plano de operação do sistema elétrico para os Jogos Olímpicos entra na pauta da Aneel

Plano indica ações e medidas a serem adotadas pelo ONS e agentes do setor com a finalidade de ampliar a segurança elétrica nas cidades dos eventos

O plano de operação do sistema elétrico para os Jogos Olímpicos Rio 2016, elaborado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico para a cidade sede e também para as cidades onde ocorrerão as partidas de futebol, deverá ser aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica na reunião da diretoria que acontece nesta terça-feira, 12 de julho. O plano indica as ações e medidas a serem adotadas pelo ONS e agentes do setor com a finalidade de ampliar a segurança elétrica nas cidades dos eventos e, em especial, nos corredores que atenderão os estádios de futebol.

De acordo com o relator do processo, o diretor José Jurhosa, as ações preveem uma série de medidas a serem tomadas pelas empresas de geração, transmissão e distribuição nas instalações envolvidas com o atendimento aos locais dos jogos. Além do Rio de Janeiro, que será a sede das Olimpíadas, haverá partidas de futebol nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo. O evento ocorrerá no período de 5 a 21 de agosto e as empresas de GTD deverão preparar esquemas de prontidão e sobreaviso adequadamente dimensionadas para fazer frente à ocorrências de grande porte.

“O restabelecimento do suprimento de energia aos locais dos Jogos Olímpicos 2016 deverá ser prioritário e também considerar a rede de distribuição como parte integrante do tronco de recomposição, cuja fase fluente será iniciada em uma usina de autorrestabelecimento, passando pela energização de linhas de transmissão até o atendimento das cargas consideradas prioritárias”, apontou o diretor em relatório.

Ainda com relação ao Jogos, nesta segunda-feira, 11 de julho, foi sorteado o diretor Reive Barros para relatar sobre a liberação de recursos para a Light implementar seu plano de operação para os jogos, visto que eles ocorrerão em sua área de concessão. A empresa pediu quase R$ 29 milhões para realizar os planos de manutenção, operação, TI e segurança cibernética, geração e segurança empresarial. Os recursos serão enviados à Conta de Desenvolvimento Energético e precisam de autorização da Aneel para repasse à Light. O tema deverá ser deliberado pela diretoria em breve.