26/07/2016

Secretaria de Energia e Mineração recebe alunos da Universidade de Northeastern

Nesta terça-feira, 26 de julho, alunos do curso de engenharia da Universidade Northeastern, da cidade de Boston nos Estados Unidos, foram recebidos pela Secretaria de Energia e Mineração para uma apresentação do cenário das energias renováveis no Estado de São Paulo.

Ao dar as boas vindas aos estudantes, João Carlos Meirelles, secretario de Energia e Mineração de São Paulo ressaltou que: “É importante a preocupação de vocês com o uso de energias renováveis e em São Paulo, apesar de estarmos ainda iniciando um processo de transição para essa realidade, temos avançado bastante no fomento destas fontes energéticas, tendo o gás natural como insumo que garante essa transição”, afirmou Meirelles.

O subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior, apresentou aos presentes, as atribuições, as ações e a política para a área de energias renováveis da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo.

Falou sobre a cadeia produtiva do segmento, e a função da secretaria no fomento à produção de equipamentos para a produção de energia provida de fontes renováveis, especialmente a solarimétrica e a fotovoltaica.

Especificou os investimentos que a iniciativa privada vem fazendo na área, tanto na produção de equipamentos como na geração de energias deste tipo no estado, que tem apresentado um grande crescimento atualmente.

Esclareceu que a matriz brasileira de energia é formada ainda por 57,5% de origem fóssil, 41,2% de fontes renováveis e 1,3% de energia nuclear. Em São Paulo temos na matriz 18% de hidroeletricidade, 31% provenientes de produtos da cana, 38% de derivados de petróleo, 7% de gás natural e 5% de outras fontes. O estado produz 35,9% da energia que consome e importa de outras regiões outros 64,1%. Em São Paulo 58% é renovável e 42% de origem fóssil. Em energia elétrica SP importa 69% do que consome.

Sobre a produção de eletricidade a partir da biomassa, São Paulo possui 212 unidades geradoras com potencial de produzir 5.685 MWs.

O Estado também consome 12,0 bilhões de litros de etanol, ou 41% do consumo brasileiro. Produz 5% e consome 22% do biodiesel do país.

As políticas públicas no estado de São Paulo visam a ampliação do uso de energia de fontes renováveis em sua matriz. Incentiva a micro e minigeração de energia a partir de fontes fotovoltaica e eólica.

Sobre as potencialidades do Estado, Antonio Celso apontou os estudos que a Secretaria de Energia e Mineração desenvolveu que apresenta 3.947MW de Potencial Hidroelétrico Resmanescente, 4.734MW de Potencial Eólico, 13.000 Gwh/ano de Solarimétrico e 1.498MW de Biomassa Florestal.

De modo geral, os estudantes ficaram impressionados com o esforço que é feito em SP para a introdução de energias renováveis na matriz do Estado. Jeremy Herbert perguntou sobre o percentual da fabricação de carros a álcool no Brasil, e foi esclarecido que todos os carros fabricados no Brasil são bicombustível e que, portanto, a escolha do combustível é livre para o motorista.

Evan Martin quis saber se a intenção é ampliar as usinas que produzem etanol e eletricidade e foi informado que a ação do Estado tem sido para o aumento da produção de energia elétrica com a queima do bagaço e palha da cana.

Jacob Dennis perguntou sobre o potencial de aumento de geração de energia solar, soube que o Estado está entre os melhores estruturados para esse aumento, por conta de seu vasto parque industrial que facilita a produção de equipamentos e de ser o centro de carga do país.

Bennett Bowers quis saber sobre os incentivos que o Estado oferece para o fomento de renováveis, soube das linhas de financiamento para produção e aquisição de equipamentos para esse fim e dos incentivos fiscais que o Governo do Estado oferece para o setor.

Caywann Sommerville, perguntou qual a percentagem de energia solar na matriz de SP e ficou sabendo que temos uma capacidade instalada grande no solar térmico e há rápido crescimento da energia elétrica de fonte solarimétrica, promovido com a queda dos custos de produção. Até 2025 a oferta interna de energia no Estado deverá ser suprida com 5% de energia solarimétrica. Também perguntou se no futuro desejamos utilizar menos hidroeletridade e soube que o potencial remanescente nessa área é pequeno. E o governo brasileiro tem dados sinais que vai desestimular esse tipo de produção de energia, em benefício de outras fontes. Além disso SP propôs um protocolo climático que prevê o compromisso voltado para redução de emissão de gases de efeito estufa, junto com Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro.

Michel Weiner perguntou sobre o processo que ofereceu a SP uma boa performance em energias renováveis e soube que os Governos do Estado sempre investiram na produção de energia elétrica num modelo de hidroeletricidade para suprir o desenvolvimento industrial do Estado. E sobre a política de investimentos em energia, soube que esses investimentos são de longo prazo e que altos e baixos da economia não interferem nestes investimentos. Soube ainda da capacidade de desenvolvimento do Estado.

Participaram do encontro os professores Joshua Hertz e Brianna McDowell, os alunos Bennett Bowers, Saule Bussing, Martina Cocios, Jacob Dennis, Jeremy Herbert, Silvia Hernandez Palencia, Evan Martin, Cassidy McAllister, Camila Simons, Caywan Somerville, Michel Weiner e Liana Weir, além da tradutora Luana Fernandes e de Vanessa Miranda da Council Educational Exchange e dos técnicos da SEEM Marília Fanucchi e Plínio Pires.

Sobre Universidade Northeastern
É uma universidade privada não-confessional, fundada em 1898, localizada na cidade de Boston, Massachusetts. A universidade conta com oito faculdades e oferece cursos de graduação em 65 áreas. No nível de pós-graduação, a universidade oferece mais de 125 programas de mestrado e doutorado.

A Northeastern oferece o maior e mais completo programa de educação cooperativa dos EUA que integra estudos em sala de aula com experiências profissionais (estágios) em todos em sete continentes do mundo, incluindo a Antártida.