08/07/2016

Sindicato dos Engenheiros discute energias renováveis

Na pauta da difusão de novas tecnologias que o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo faz para seus associados estão as energias renováveis e suas variadas fontes.

Nesta terça-feira, dia 5 de junho, o subsecretário de Energias Renováveis da Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo, Antonio Celso de Abreu Jr, fez palestra sobre o tema para associados do sindicado.

Antonio Celso apresentou um panorama geral das energias renováveis no Estado de São Paulo, e as perspectivas de avanços que estão disponíveis através de programas apoiados pela Secretaria.

Falou de metas, desafios, visão geral e, principalmente sobre as tecnologias que estão sendo testadas no projeto piloto que a CESP desenvolve na usina de Porto Primavera, na primeira planta fotovoltaica do Brasil a utilizar a tecnologia de placas flexíveis e sistemas flutuantes.

O sistema de placas flutuantes produzirá energia por meio de painéis fixados em flutuadores específicos no reservatório da usina de Porto Primavera e o objetivo é testar essas tecnologias inovadoras para poder fornecer esse conhecimento às empresas do setor e popularizar o uso das energias renováveis. Isso poderá facilitar a instalação de usinas solares em meio aquático e representar um grande potencial para o Brasil, especialmente para ajudar comunidades ribeirinhas e isoladas a terem energia elétrica.

O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo demonstrou grande interesse em colaborar com os programas e ações da Secretaria de Energia e Mineração.

Sobre produção fotovoltaica

O Brasil ainda ensaia os primeiros passos na produção de energia elétrica fotovoltaica. São 37 unidades no país com potência de 26,9 MW, destas, 6 estão no Estado de São Paulo com potência de 1,1 MW ou 4,09% do total brasileiro.

A energia solar fotovoltaica continuará crescendo no país, com a decisão do governo federal de continuar a contratar essa energia por meio de leilões e com a expansão da geração distribuída. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estuda formas de aprimorar a definição sobre a contratação de  outras fontes nos leilões.

Outras iniciativas similares estão sendo estimuladas pelo governo federal, dentro do ProGD, programa lançado pelo Ministério de Minas e Energia, inclusive aquelas em os bancos possam criar linhas de crédito com esse fim e atender a todas regiões do país.