23/08/2016

ABB acredita na expansão da energia solar no Brasil

Fonte: Valor Econômico

A fabricante suíça de equipamentos de energia e automação ABB projeta grande crescimento no segmento de geração de energia solar fotovoltaica no Brasil nos próximos anos, e calcula que deve ocupar uma fatia de 30% desse mercado no fornecimento de equipamentos fabricados no país.

A ABB fechou contratos para fornecer equipamentos para 500 megawatts (MW) de potência em projetos que foram viabilizados nos leilões que negociaram energia solar em 2014 e 2015.

Desde então, o país já contratou, por meio de leilões de energia de reserva (LER), 2,6 gigawatts (GW) de potência em energia nessa fonte. Segundo José Paiva, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios e Relações Governamentais, até 2020, esse montante deve subir para 8 GW.

A meta da ABB de atingir 30% do mercado inclui não apenas esse montante, que deve ser contratado em leilões, mas também o fornecimento de equipamentos para geração solar distribuída. A companhia suíça produz equipamentos como conversores de energia solar e componentes para sistemas de monitoramento de painéis.

Os equipamentos fabricados na fábrica da ABB em Sorocaba (interior de São Paulo) têm conteúdo local mínimo de 60%, o que garante acesso ao financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou Paiva.

“Somos líderes nesse segmento no mundo e esperamos manter essa liderança, o que significa algo em torno de 30% no Brasil”, disse o executivo ao Valor.

Sobre o leilão de reserva marcado para dezembro, Paiva destacou o grande número de projetos de energia solar inscritos. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foram cadastrados 419 projetos de energia solar, além de 841 de eólica, somando 35.147 megawatts (MW) de potência. A companhia suíça também produz equipamentos voltados especificamente para geração eólica na mesma fábrica de Sorocaba.

No primeiro semestre do ano, a companhia, que é listada em Zurique e em Nova York, teve lucro acumulado de US$ 906 milhões em suas atividades em todo o mundo, baixa de 21% na comparação anual. A receita caiu 6%, para US$ 16,6 bilhões. Apesar do resultado mais fraco, a companhia suíça destacou em suas demonstrações que as encomendas no Brasil continuaram fortes no período, refletindo suas iniciativas de crescimento no país.