05/08/2016

Consumo de energia aumenta 1,6% em julho, segundo CCEE

distribuição energia

Geração cresceu 1,7%, com destaque para o incremento da produção eólica

O consumo de energia apresentou aumento de 1,6% em julho, enquanto a geração cresceu 1,7%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados constam do boletim InfoMercado Semanal divulgado nesta quarta-feira, 4 de agosto, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. A análise mostra que o consumo no Sistema Interligado Nacional alcançou 57.508 MW médios, com queda de 1,9% no mercado cativo e aumento de 12,2% no mercado livre.

Segundo a CCEE, a migração de empresas para o ACL impactou no aumento de 9,7% no consumo de energia entre os consumidores livres. Mesmo sem a contabilização destas novas unidades consumidoras, houve um crescimento de 4,6%, índice que demonstra uma leve reação da atividade econômica. No caso dos consumidores especiais, a grande procura de agentes ampliou o consumo em 47,1%, resultado que sofre uma queda de 3,3% com a exclusão das novas unidades consumidoras dessas empresas.

Dentre os ramos da indústria monitorados pela CCEE, incluindo autoprodutores, consumidores livres e especiais, todos os setores registraram aumento no consumo, exceto o de extração de minerais metálicos (-13,5%). Os segmentos de comércio (+43,4%), de alimentos (+30,1%) e serviços (+29,7%) registraram os maiores índices de consumo ao longo de julho. Já em relação às novas unidades consumidoras que migraram para o mercado livre, os dados indicam a modelagem de 429 unidades em julho. Desse total, 291 unidades consumidoras (68%) estão na faixa de até 0,4 MW médio no período.

Em relação à geração de energia, houve a entrega de 60.062 MW médios ao SIN em julho. O destaque é o incremento da produção eólica (+61%) com 4.285 MW médios. A geração hidráulica, incluindo as PCHs, alcançou 43.920 MW médios, montante 8,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A representatividade da fonte foi de 73,1% sobre toda energia gerada no país, índice 4,7 pontos percentuais superior ao registrado em 2015. Os dados preliminares ainda apontam queda de 25,9% na produção das usinas térmicas, impactada pelo desempenho das usinas a óleo (-85,9%), bicombustível (-5,7%) e a gás (-38,2%).

A estimativa da CCEE é de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, até a sexta semana operativa de julho, o equivalente a 87% de suas garantias físicas, ou 42.912 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 83,5%.

Fonte: Canal Energia