05/08/2016

EPE pretende aperfeiçoar plano decenal e diminuir os atrasos em obras do setor

Além da reavaliação dos estudos de São Luiz do Tapajós, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) quer aperfeiçoar estudos existentes, sobretudo o Plano Decenal de Energia (PDE) e o Plano de Expansão da Malha de Transporte Dutoviário (Pemat). A estatal também pretende preparar novos estudos relacionados à maior penetração de fontes renováveis (eólicas e solares) no país, que seriam feitos em parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Com relação à expansão do parque gerador brasileiro, a EPE planeja definir novos critérios para a habilitação de empresas e projetos para os leilões de geração e transmissão e verificar se os prazos para a construção dos empreendimentos estão coerentes. O objetivo é reduzir o nível de atrasos dos projetos e tornar o planejamento mais próximo da realidade, um dos principais pleitos do setor elétrico hoje.

Levantamento recente feito pela Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget), com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), indicou que os projetos de geração de todos tipos de fontes cujas obras estão atrasadas no país respondem por 67% da capacidade de energia contratada e prevista para entrar em operação nos próximos anos.

Barroso, que completa hoje duas semanas no cargo, disse que não pretende fazer alterações na diretoria da EPE. “Nossos diretores têm feito um trabalho muito bom, são dedicados e conscientes de onde precisamos melhorar no setor. Não vejo razões para mexer.”

Em evento promovido ontem pela Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), em São Paulo, Barroso contou que a EPE está elaborando uma série de estudos sobre geração distribuída. De acordo com a entidade, no primeiro semestre deste ano, houve um crescimento de mais de 100% no número de projetos de micro e minigeradores instalados no país em relação ao fim de 2015.

Fonte: Valor Econômico