02/09/2016

Brasil não corre risco de falta de energia em 2016

Fonte: Canal Energia

O risco de qualquer déficit de energia no Brasil em 2016 é igual a 0,0% para as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, mesmo com o país enfrentando as piores hidrologias por três anos seguidos. A informação foi divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que esteve reunido nesta quinta-feira, 1º de setembro, com o objetivo de analisar as condições de atendimento ao sistema elétrico brasileiro

Durante a reunião, o Operador Nacional do Sistema Elétrico informou que, ao final do mês de agosto, foi verificada Energia Armazenada – EAR de 46,0%, 90,2%, 19,2% e 47,1% nos reservatórios equivalentes dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. Segundo previsão do Programa Mensal de Operação – PMO/ONS, devem ser atingidos ao final do mês de setembro os seguintes armazenamentos: 40,0% no Sudeste/Centro-Oeste, 96,5% no Sul, 14,7% no Nordeste e 40,1% no Norte.

Em relação ao subsistema Nordeste, considerando a persistência do cenário hidrometeorológico atual e a possibilidade da prática de defluência mínima de 700 m³/s a partir da UHE Sobradinho, iniciando no mês de outubro, a expectativa é de atingimento de 4,5% de armazenamento na UHE Sobradinho ao final do mês de novembro de 2016. A permanência da prática de defluência mínima de 800 m³/s levaria a um armazenamento de apenas 2,7% ao final deste horizonte.

O ONS destacou que, referente à última reunião do Grupo de Trabalho MCTI/MME sobre Previsão Estendida, permanecem condições de neutralidade no Oceano Pacífico Tropical. As previsões da maioria dos modelos acoplados e oceânicos indicam o provável desenvolvimento de uma fase fria, em princípio de fraca intensidade, no final segundo semestre do ano, embora com uma certeza menor em relação às semanas anteriores.

Atendendo a uma deliberação do CMSE, o ONS apresentou análise das séries de vazões das principais bacias hidrográficas do país, do ponto de vista da geração de energia hidrelétrica. Destacou que no período 1993/2014, a média das vazões naturais à UHE Sobradinho correspondeu a apenas 79,6% da média de longo termo. Bacias vizinhas à do rio São Francisco apresentam o mesmo comportamento de redução de vazões a partir de 1993.

Em relação aos dados mais recentes, nos três últimos anos verificou-se que a área de redução de vazões abrangeu a maior parte da região Sudeste e de todo o subsistema Nordeste, regiões cuja capacidade de armazenamento somadas correspondem a 86% do total do SIN, e que este triênio foi o mais seco do histórico.

Expansão G&T – Em relação à expansão da geração de energia elétrica no mês de agosto, entraram em operação comercial 1.514 MW de potência, além da ampliação em 300 MVA da capacidade de transformação na Rede Básica. Em 2016, até a data desta reunião, a expansão do sistema totalizou 6.970 MW de capacidade instalada de geração, 3.027 km de linhas de transmissão e conexões de usinas e 8.347 MVA de transformação na Rede Básica.

Destaca-se a entrada em operação comercial das três últimas unidades geradoras da UHE Teles Pires, que totalizam 1.092 MW. Com isso, a referida UHE passa a ser a 9ª maior usina hidrelétrica brasileira em termos de capacidade instalada, com um total de 1.820 MW.