16/09/2016

Geração aumenta 0,7% e consumo 0,6% até 13 de setembro

Fonte: Canal Energia

Participação da fonte hídrica alcançou 68,5% de toda energia produzida no período, aumento de 2,3 pontos porcentuais ante mesmo período de 2015

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica divulgou nesta quinta-feira, 15 de setembro, dados preliminares de medição coletados até a última terça-feira, 13. Nesse peródo foi reportado um aumento de 0,7% na geração e de 0,6% no consumo de energia elétrica no país ante o mesmo período de 2015. Foram gerados 59.771 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional. O consumo de energia no SIN, por sua vez, alcançou 57.765 MW médios com queda de 2,8% no mercado cativo e aumento de 11,4% no Ambiente de Contratação Livre.

De acordo com o boletim da CCEE, houve aumento de 86,3% na produção das usinas eólicas, enquanto a geração térmica caiu 21,8% nesse mesmo período. As usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, registraram incremento de 4,2% na produção de energia com representatividade de 68,5% da fonte. O índice é 2,3 pontos porcentuais superior ao registrado em setembro de 2015.

A migração de empresas para o mercado livre impactou no aumento de 8% no consumo de energia entre os consumidores livres e de 62,6% entre os consumidores especiais, mas sem a contabilização destas novas unidades consumidoras, há um crescimento de 1,7% no consumo entre os livres e redução de 2,5% entre os especiais. Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, consumidores livres e especiais, os setores de comércio (60,8%), serviços (44,5%) e saneamento (30,8%) registraram crescimento com influência dessa migração. Apenas o setor de extração de minerais metálicos apresentou redução, de 17,9%, mesmo considerando a migração para o ACL.

O InfoMercado Semanal apresentou estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do MRE gerem, até a terceira semana de setembro, o equivalente a 85,6% de suas garantias físicas, ou 43.608 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 83,5%.