28/09/2016

Statoil quer investir no Brasil e Meirelles coloca São Paulo como destino dos recursos

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Presidente da empresa norueguesa acredita na retomada do setor no país e vê São Paulo com grande potencial

Na Fecomercio, Meirelles apresentou o potencial de São Paulo no setor de óleo e gás e convidou a empresa Statoil a investir no Estado

O Estado de São Paulo recebeu nesta quarta-feira, 28 de setembro, um evento da Câmara de Comércio Brasil-Noruega sobre os desafios e oportunidades da cadeia de petróleo e gás natural, sediado na Fecomercio.

O presidente da Statoil no Brasil, Pål Eitrheim, reafirmou o interesse da companhia no país, onde é líder como operadora estrangeira. Segundo ele, os recursos energéticos brasileiros são provavelmente os maiores e melhores entre qualquer democracia estável no mundo.

Ele lembrou que hoje os países competem globalmente pelos investimentos e com suas grandes reservas o Brasil precisa apenas ajustar a regulamentação para torná-la simples e previsível, além de mais competitiva.

“A Statoil já investiu no país e quer investir mais. É uma região ‘core’ para nós, a mais importante que temos fora da Noruega, e estamos no país para o longo prazo. Não para os próximos dois ou três anos, mas para os próximos 30 a 50 anos”, disse Eitrheim.

O secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, apresentou um panorama das atividades do Governo do Estado no setor e colocou São Paulo à disposição da empresa. “A maior parte da cadeia de fornecedores da indústria de óleo e gás está em São Paulo. A Statoil é muito bem vinda ao Estado, que já é o terceiro maior produtor de petróleo do Brasil”, disse.

A empresa norueguesa irá analisar oportunidades de novas concessões na área do pré-sal brasileiro, porém dependerá da atratividade das regras estabelecidas.

No evento, o presidente do IBP, Jorge Camargo, passou uma visão positiva do futuro do setor. Segundo o executivo, a indústria brasileira de petróleo pode ver dobrar sua participação nos investimentos globais em exploração e produção, se forem tomadas as medidas corretas neste momento de transição pelo qual passa o setor e o país. Segundo ele, a fatia do Brasil nos investimentos globais em E&P, atualmente em 5,8%, poderia chegar entre 7% e 10%.

“Estamos sentindo desse governo a convicção de que é chegada a hora de o Brasil fazer um aperfeiçoamento no modelo regulatório para tornar o Brasil mais competitivo. Temos hoje um ambiente de mudança”, disse Camargo.