08/11/2016

Consumo e geração de energia têm queda de 3% em outubro

Fonte: Canal Energia

Desempenho das usinas eólicas cresce 43,2%, segundo CCEE

A geração e o consumo de energia elétrica no país em outubro sofreram uma queda de 3%, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo os dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 31. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Em relação à geração de energia, houve a entrega de 62.174 MW médios ao SIN em outubro com destaque para o incremento da produção eólica (+43,2%). A geração hidráulica, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, caiu 2,8% em relação ao desempenho registrado no mesmo período do ano passado e a representatividade da fonte foi de 69,2% sobre toda energia gerada no país. O índice é praticamente o mesmo registrado em outubro de 2015, quando a fonte representou 69,1% de toda geração do SIN. Houve ainda queda de 12,8% na produção das usinas térmicas, impactada pelo desempenho das usinas bicombustíveis (-73,7%) e a óleo diesel (-52,7%).

A análise indica que o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN alcançou 59.717 MW médios com queda de 7,9% no mercado cativo – ACR, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, impactada pela migração de clientes cativos para o mercado livre – ACL. Já no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, houve aumento de 13% no consumo, índice também influenciado pelo movimento de consumidores vindos do mercado cativo. Eliminando o impacto da chegada destas novas cargas, há uma redução de 0,9%.

Dentre os ramos da indústria monitorados pela CCEE, incluindo autoprodutores, consumidores livres e especiais, os maiores índices de consumo em outubro foram os registrados nos setores de comércio (78,9%), serviços (49,2%) e saneamento (45,7%). O crescimento destes segmentos está vinculado à migração dos consumidores para o mercado livre. Já o consumo nos setores de extração de minerais metálicos (-15,3%) e de transportes (-3,2%) apresentou queda. Expurgando os efeitos de migração, os segmentos de saneamento (+8%), madeira, papel e celulose (+7,1%), metalurgia e produtos de metal (5%) e químico (0,1%) apresentaram algum crescimento.

O InfoMercado Semanal também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em outubro, o equivalente a 85,6% de suas garantias físicas, ou 42.794 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 82%.