03/11/2016

Governo de São Paulo discute regras para atividades minerais no sudoeste do Estado

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Objetivo é sugerir regramento e orientações para o Plano de Manejo no entorno do parque estadual

O subsecretário de Mineração do Governo do Estado, José Jaime Sznelwar, participou nesta terça-feira, 1 de novembro, em Capão Bonito, de reunião promovida pela Associação dos Mineradores do Sudoeste Paulista (Aminsp), com o objetivo de criar bases para um plano de desenvolvimento sustentável para a atividade mineral inserida na zona de amortecimento do Petar.

No encontro, a Aminsp realizou um workshop com a participação de mineradores, representantes de parques, associações, técnicos do Governo do Estado e dos prefeitos eleitos de Capão Bonito; Marco Citadini, Ribeirão Bonito; Chiquinho Campaner, e Guapiara; Pixa.

“A mineração responsável, prática que o Governo de São Paulo está disseminando no Estado, é perfeitamente possível e compatível nos entornos dos parques estaduais, como o Petar. Esse exemplo já existe no país e o caminho do diálogo e do bom senso são fundamentais para estabelecer a compatibilização da mineração com as áreas de proteção de forma responsável e equilibrada”, disse Sznelwar.

As discussões foram iniciadas em outubro deste ano, em encontro que reuniu integrantes da Aminsp, da Fiesp, da Secretaria do Meio Ambiente e da Fundação Florestal, quando foram apresentadas propostas para o Plano de Manejo do Petar – Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira.

Dois pontos foram definidos como prioritários: elaboração de estudos socioeconômicos resultantes dos impactos da implantação da zona de amortecimento sobre as atividades minero-industriais do parque; e a definição do que é permitido realizar nas áreas de amortecimento em áreas particulares e com poligonais minerais.

A região, que abrange os municípios de Capão Bonito, Ribeirão Bonito, Guapiara, Buri, Apiaí, Ribeirão Branco e Itapeva, apresenta um histórico de mineração e um potencial mineral relevante com a possibilidade de atividades voltadas para indústria cimenteira, calcário para agricultura e construção civil, granito ornamental, quartzito e água mineral.

O conhecimento geológico mais detalhado, com a produção do OTGM – Ordenamento Territorial Geomineiro, deve alavancar ainda mais este potencial.

Sobre o Petar
Localizado no sul do Estado de São Paulo, entre as cidades de Apiaí e Iporanga, o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira possui mais de 350 cavernas, dezenas de cachoeiras, trilhas, comunidades tradicionais e quilombolas, sítios arqueológicos e paleontológico. É um verdadeiro paraíso escondido entre vales e montanhas e na maior porção de Mata Atlântica preservada do Brasil.

São cerca de 35 mil hectares de Mata Atlântica preservada e tornou-se depois da década de 90 um dos locais perfeitos para a prática de esportes de aventura como espeleologia, rapel, boia cross, cascading, bike e, de algumas atividades como educação ambiental, fotografia e observação da natureza. No parque, encontram-se várias espécies de aves (Socó Boi Escuro – Tigrisoma fasciatum, Gavião de Penacho – Spizaetus ornatus), mamíferos de grande porte como pacas, antas e bugios, e muitas espécies de bromélias, orquídeas, além de uma imensa quantidade de córregos e rios com águas cristalinas.

Mineração em São Paulo
São Paulo é o terceiro maior produtor de bens minerais do país e o maior consumidor de insumos da cadeia de construção. O Estado também é o maior produtor de equipamentos e insumos para a indústria mineral, empregando mais de 200 mil trabalhadores.

O Estado possui mais de 2.800 minas em operação, com 95% de produção em areia, brita, calcário e argila. Só a Região Metropolitana de São Paulo recebe, diariamente, mais de 4.500 carretas de brita. Diferentemente de outros estados, predominantemente exportadores, São Paulo é o destinatário final destes insumos, gerando riqueza e renda local.