24/11/2016

Sorocaba sedia evento para incentivar as energias renováveis

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Workshop é resultado do trabalho do grupo multisetorial criado em abril de 2016

A região de Sorocaba é atualmente uma das principais do Brasil para a produção de partes e peças para a indústria das energias renováveis.

Pensando nisso, um grupo formado pela Secretaria de Energia e Mineração, agências de fomento, empresas, instituições e universidades, liderado pelo deputado federal Vitor Lippi, realizou nesta quinta-feira, 24 de novembro, no Parque Tecnológico de Sorocaba, o primeiro workshop da região tecnológica de energias renováveis, que visa o desenvolvimento científico e a produção industrial de produtos e equipamentos do setor de renováveis.

“Somos o maior produtor de pás eólicas e temos uma presença marcante na solar, mas queremos ser um dos principais clusters do mundo em energias renováveis. Por isso, temos muito a debater neste workshop com pesquisadores e empresários para aproximar ainda mais a indústria da academia”, disse Lippi.

O trabalho do grupo é juntar os esforços e conhecimentos do setor acadêmico e produtivo, aliado ao fomento e à legislação do setor público para criar um ambiente favorável ao crescimento das energias renováveis no Estado de São Paulo, tanto na produção de partes, peças e produtos quanto na produção e geração dessas energias.

O secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, destacou o trabalho realizado pelo Governo do Estado e pela prefeitura de Sorocaba voltados para a estruturação de um ambiente voltado à inovação. “Estamos incentivando a muitos anos os Parques Tecnológicos e o Parque de Sorocaba é um exemplo de sucesso. Aqui temos a produção de pesquisa aplicada. A energia renovável é um dos focos do parque e o ambiente ideal para a discussão desse workshop, que coloca em contato a ciência e o empreendedorismo”, afirmou.

O vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcio França, destacou a importância da produção científica e das empresas terem incentivo e previsibilidade. “Um país só tem futuro e estabilidade com ciência e tecnologia. Mas o empreendedor precisa de garantia jurídica e estabilidade política para investir e se sentir motivado a inovar”, destacou.

A empresa Flex é um dos exemplos da região. Está criando na sua planta em Sorocaba uma fábrica para produção de painéis fotovoltaicos.

O grupo foi formado em abril deste ano e conta com grupos técnicos para estudar tecnologias, cadeia produtiva, aspectos legais e regulatórios, interface comercial e a logística de escoamento da produção de itens relativos ao setor de renováveis.

O workshop é realizado nesta quinta e sexta-feira e irá discutir soluções para o setor.

O grupo de trabalho conta com a participação de representantes da Flex, Tecsis, ABB, Johnson Controls, Prysmian, Facens, Gás Natural Fenosa, Unesp, Fapesp, Ciesp, Ufscar, Investe SP, Desenvolve SP, Inova, Parque Tecnológico de Sorocaba e a Subsecretaria de Energias Renováveis da Secretaria de Energia e Mineração.

Incentivo ao setor
Em agosto de 2015, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, publicou dois decretos que incentivam a produção de energia elétrica por micro e minigeradores e de peças para os setores de energia solar e eólica.

O decreto nº 61.439/2015 concede isenção de ICMS sobre a energia elétrica fornecida para microgeradores e minigeradores na quantidade correspondente à energia elétrica injetada na rede de distribuição. Já o decreto nº 61.440/2015, concede isenção de ICMS para a produção de equipamentos destinados a geração de energia eólica e solarimétrica. A medida isenta o ICMS das partes e peças de aerogeradores, geradores fotovoltaicos e torres para suporte de energia eólica.

Também estão contemplados pela medida os conversores de frequência de 1.600 kVA e 620 volts; fio retangular de cobre esmaltado de 10 por 3,55 milímetros e barra de cobre 9,4 por 3,5 milímetros.

São Paulo e as energias renováveis
São Paulo vem ampliando sua importância na geração de energia fotovoltaica. A primeira usina do Estado é a de Tanquinho, no município de Campinas, com potência de 1.082 KWp e capacidade de gerar 1,6 GWh por ano. Essa energia é suficiente para suprir cerca de 1.300 residências com consumo de 100 KWh/mês cada. A segunda usina fotovoltaica está na Cidade Universitária da USP, na capital paulista.

O Estado também conta com empreendimentos que estão sendo instalados em Dracena e Guaimbê com potência de 270 MWp e da Cesp, em Rosana, com potência de 550 kW. Existem ainda em São Paulo, conectados ao sistema, 111 empreendimentos de micro e mini geração distribuída.