06/12/2016

Consumo de energia elétrica cai 2,8% em outubro, segundo EPE

Fonte: Canal Energia

Classe comercial registrou seu pior desempenho no ano, com que da de 6,9%. Indústria e residências também tiveram redução

O consumo de energia elétrica no Brasil caiu 2,8% em outubro passado, frente ao mesmo mês anterior, totalizando 38.079 GWh. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, essa é a menor variação desde março. Todas as classes de consumo apresentaram declínio, em especial comércio, que caiu 6,9% – a maior queda do ano -, e a residencial, -2,5%. Contribuíram para esse resultado as temperaturas e a conjuntura econômica adversa. O consumo das indústrias caiu 1,7% no mês, registrando retração em todas as regiões do país.

De acordo com a EPE, o mercado cativo recuou 8,3% no mês, ao passo que o mercado livre avançou 14,1%, refletindo o processo continuado de migração dos consumidores.

Apesar da retração, a indústria teve alguns segmentos que conseguiram registrar alta no consumo de energia elétrica. O setor de metalurgia teve crescimento de 8,4% no consumo, principalmente em função das ferroligas, da siderurgia e da metalurgia dos metais não-ferrosos de Minas Gerais, onde houve alta de 32,8%. Na região Norte, o consumo do setor aumentou 2,7%, com o avanço nos segmentos de metalurgia dos metais não-ferrosos (+2,7%), enquanto no Sul (+17,7%), se destacou a siderurgia no Rio Grande do Sul (+49,3%).

O setor têxtil teve alta de 6,8% no consumo relacionada, entre outros, ao aumento das atividades de fabricação de tecidos de malha, fiação de fibras artificiais e tecelagem de fios de fibras têxteis naturais em Minas Gerais (+8,3%) e à fabricação de artefatos têxteis a partir de tecidos em Santa Catarina (+43,6%). No ramo químico, o crescimento foi de 3,2% no mês puxado pela expansão de 16,4% em Minas Gerais e de 2,1% em São Paulo.

Já na classe residencial, a queda do consumo, a primeira em sete meses, foi puxada pelas temperaturas mais amenas, que reduziram a necessidade de uso de equipamentos de ar condicionado. No Sudeste, a queda ficou em 3,3%, com destaque para São Paulo (-4,6%) e Espírito Santo (-10,3%). O Centro-Oeste registrou queda mais expressiva de 8%, com retração em todos os estados da região, tendo sido mais significativa em Goiás (-10%).

Na região Norte, o volume maior de chuvas combinado com temperaturas mais baixas resultaram em clima mais fresco e em consumo 6,5% menor. A EPE informou que houve crescimento de consumo na classe apenas no Nordeste, com 2,6%, sobressaindo-se os mercados do Ceará (+6,5%0 e Rio Grande do Norte (+6,7%).

A classe comercial registrou seu pior desempenho no ano, em decorrência da situação econômica aliada às temperaturas mais amenas, que demandou menos ar condicionado. O pior resultado no mês, entre as regiões, foi no Sudeste com retração de 9,7%, puxado pelos seus dois principais mercados: São Paulo (-11,5%) e Rio de Janeiro (-7,3%). Os dois registraram seus piores desempenhos no ano.

Houve redução ainda em todos os estados das regiões Sul (-8,3%) e Centro-Oeste (-7%). As quedas mais fortes foram registradas no Paraná (-10,6%) e no Mato Grosso do Sul (-10%). No Norte, a retração ficou em -0,1%, compensada pelo estado do Amazonas, com crescimento de 9%. O Nordeste registrou alta de 1,6% no consumo, apenas Bahia (-1,2%) e Maranhão (-3,6%) apresentaram queda. Em Pernambuco, o consumo cresceu 1,5%.