22/12/2016

São Paulo participa de debates sobre substitutos renováveis do gás natural

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Os assuntos estão sendo tratados conjuntamente no âmbito do RenovaBio e do Gás Para Crescer

O subsecretário de Energias Renováveis da Secretaria de Energia e Mineração, Antonio Celso de Abreu Junior, participou nesta terça-feira (20/12) de uma oficina para debater os avanços no biogás e no biometano, no Ministério de Minas e Energia em Brasília. O debate teve como objetivo avançar no diálogo transparente com os setores envolvidos, em especial dos substitutos renováveis do gás natural, caso dos dois combustíveis.

O encontro, que teve a participação de diversas associações do setor e agentes públicos, vai ajudar na  definição e construção de um cenário desejável e factível para o horizonte futuro até 2030, visando uma proposta de política pública objetiva para esses combustíveis.

“A regulamentação do biogás e a mistura do biometano na rede de distribuição do gás natural  em São Paulo, integra o Programa Paulista de Biogás e há um acordo entre empresas de distribuição, fornecedoras da vinhaça e de tecnologia de biodigestão de vinhaça para essa atividade em desenvolvimento desde agosto de 2015. Certamente que isso será exemplo para outras iniciativas”, disse Antonio Celso.

Tanto o biogás quanto o biometano podem ser obtidos a partir de diversas biomassas, como resíduos do agronegócio, resíduos da produção de etanol e resíduos sólidos urbanos. O biogás é o primeiro produto oriundo do aproveitamento energético desses resíduos, enquanto o biometano é o gás resultante da purificação do biogás. O biometano possui basicamente a mesma especificação físico-química do gás natural fóssil, e é regulamentada pela ANP.

No que compete ao MME, as questões envolvendo o biogás e o biometano serão desenvolvidas no âmbito do RenovaBio, mas em harmonia com o Gás para Crescer, uma vez que existem interfaces regulatórias entre o biogás e o gás natural.

Gás Natural em São Paulo

São Paulo é o maior consumidor nacional de gás natural, utilizando anualmente cerca de 6 bilhões de metros cúbicos, sendo que a indústria paulista consome cerca de 75% desse valor.

Apesar de ser um combustível fóssil, o gás natural é uma alternativa ambientalmente vantajosa em comparação com o óleo combustível, contribuindo com a redução da emissão de gases de efeito estufa.

O Estado está dividido em três áreas de concessão de distribuição de gás canalizado, sendo atendido pelas empresas Comgás, Gás Brasiliano e Gás Natural Fenosa.

São Paulo conta com uma extensa rede de gasodutos, que trazem o gás natural da Bolívia e da Bacia Santos para o consumo local e também para o transporte desse gás para o sul do país, Minas Gerais e Rio de Janeiro.