06/12/2016

Secretaria de Energia e Mineração discute em congresso melhorias para o setor de petróleo e gás

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Campetro Energy apresenta situação energética do país e possibilidades de redução de custo para as indústrias

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Na terça-feira, 29 de novembro, em Campinas, os subsecretários de Petróleo e Gás, Dirceu Abrahão e de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior, participaram da abertura do Campetro Energy 2016, realizado pelo CIESP-Campinas, como o apoio da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de SP, onde mais de 600 executivos e empresários de diversos setores participaram das palestras-chaves do congresso, sala de crédito com bancos e agências de fomento e rodadas de negócios, com empresas âncoras de grande representatividade na região.

O evento, realizado no Expo D. Pedro, é o maior do interior paulista para o setor de gás, petróleo e energias renováveis, e trouxe nesta edição muitas inovações do setor energético. Soluções inovadoras apresentadas no evento, além das metas do governo do Estado para o setor e as tendências da área, compõem um apanhado de informações primorosas para os empresários que pretendem investir e se planejar para os próximos anos.

Representando o Secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, Dirceu Abrahão, Subsecretário de Petróleo e Gás da Secretaria de Energia e Mineração do estado de São Paulo avaliou, entre outros pontos, a ampliação do fornecimento do gás natural para a indústria paulista, “com relação a uma gestão de competitividade, o governo do Estado está trabalhando em novas regras, que integram o programa Gás para Crescer. Tudo discutido dentro de uma proposta de mercado aberto.” Para Abrahão o momento é adequado para trabalhar essa infraestrutura, “principalmente no desenvolvimento das redes”, salientou. No estado de SP, nossa meta é triplicar os investimentos em rede, até 2029.”

Antônio Celso de Abreu Jr., Subsecretário de Energias Renováveis da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de SP, falou da competitividade o segmento de energias renováveis, e lembrou que mercado global movimenta atualmente U$ 286 bilhões de dólares. “Esse é um setor que está sendo transformado, quase que instantaneamente, por novas fontes tecnológicas, o que motiva muito a cadeia produtiva. Sobre as políticas e ações de incentivo, o Secretário observou do papel dos leilões específicos com capacidade instalada definida. “Estes representam uma oportunidade para que estas fontes possam ser inseridas, estimulando a demanda, com custos reduzidos.” Já a respeito da questão tributária Abreu Jr lembrou dos convênios para desoneração do ICMS no que se refere a equipamentos e peças para indústria eólica e solar; e a isenção do ICMS para o pequeno consumidor de energia elétrica.

Rodada de negócios deve fomentar entre R$ 2,5 a 3 milhões em negócios futuros. Dela, 98 das empresas participantes foram fornecedoras de produtos e serviços. Em um ano difícil para a economia do país, a rodada do Campetro se colocou como um termômetro expressivo da vontade dos empresários da macrorregião administrativa do CIESP-Campinas.

Em torno de 150 executivos participaram das mais de 900 reuniões com as 24 mesas de atendimento das 19 empresas âncoras

Compuseram também a mesa de abertura o vice-presidente do CIESP, Rafael Cervone, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e Turismo, Samuel Rossilho representando o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, o presidente executivo da Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Rodrigo Lopes Sauaia, Regina Silvério, gerente geral de Negócios e Investimentos da Invest SP, representando o presidente Juan Quirós; Fernando Godoy Parente, coordenador do núcleo regional de fiscalização da Agência Nacional de Petróleo – ANP; Joaquim Eloy Cime de Toledo, diretor de Infraestrutura e TI da Desenvolve SP; Leonardo Vinícius, representado o presidente da Votorantim Energia, Fábio Zanfelice; Júlio Diaz, diretor de Infraestrutura do CIESP; Fábio Ravazi Gerlach, Gerente Regional do Sebrae Campinas.

O setor em São Paulo

O Estado de São Paulo já é o 3º maior produtor nacional respondendo por 11,8% da produção nacional. Os royalties e participações especiais recebidos pelo estado de São Paulo e seus municípios, totalizaram 1,8 bilhões de reais em 2015. As cinco refinarias de São Paulo continuam processando 44% de toda a carga nacional de petróleo e o consumo de derivados em São Paulo corresponde a 23,4% do total nacional. São Paulo conta com mais de 40% da indústria nacional de bens, equipamentos e serviços do setor de Petróleo & Gás Natural.

Novas oportunidades na cadeia produtiva

De acordo com o Relatório Mundial – Renováveis 2016, divulgado pela rede mundial de políticas em energia renovável – REN21, pela primeira vez, no ano de 2015, mais da metade da capacidade de energia gerada em todo o mundo teve origem de usinas solares e eólicas, superando a energia advinda de combustíveis fósseis, de hidrelétricas e usinas nucleares.

Assim há indicação de que a multiplicação de investimentos da indústria em fontes renováveis adquiriu um rumo irreversível nesse processo de transformação do sistema energético. E Campinas é uma das cidades do Brasil para se fazer negócios que atrai cada vez mais fabricantes de equipamentos e energias limpa. Nessa corrente, a chinesa BYD Company e a BYD Energy, compõe o quadro de investimentos estrangeiros recebidos pelo município que merecem destaque.