31/01/2017

Crise leva consumidores paulistas a trocar gasolina e etanol por GNV

Fonte: Brasil Energia

Número de conversões dobrou, segundo Comgás, puxado por particulares e veículos do Uber

botijão_gnv_porta_malas

Em meio a entressafra da oferta de etanol e as oscilações dos preços da gasolina, com aumentos e quedas mesclados desde o final do ano passado, o donos de automóveis em São Paulo estão preferindo, por enquanto, partir para o consumo de gás natural veicular (GNV), o que reduz a demanda do biocombustível e pode contrapor eventuais pressões de preços por causa da entressafra da cana.

De acordo com estatísticas da Comgás, que dispõe de 271 pontos para abastecimento na capital, o cenário econômico incerto vem favorecendo conversões de motores. No momento, a vantagem chega a 57% em relação ao álcool e 53% na comparação com a gasolina.

Em dezembro foram contabilizadas 754 adaptações de kits contra 444 em mesmo período de 2015. No balanço anual, o crescimento foi de 110%. Ou seja, houve 7.391 conversões em 2016 enquanto em 2015 o número estacionou em 3.527.

O custo de uma conversão varia conforme a oficina especializada, mas, atualmente, sai em torno de R$ 3.990, valor que pode ser financiado pelas próprias instaladoras. O investimento é amortizado pela economia mensal.

Quem roda aproximadamente 1.800 km/mês, por exemplo, pode recuperar o valor em um ano. O usuário que percorre 60 km por dia – 1.800 km/mês – consegue obter o retorno da conversão em 12 meses. Das conversões registradas no ano passado, 40% foram realizadas em carros particulares de passeio, 32% em veículos do serviço Uber, 23% em táxis e 5% em frotas.

O custo médio do quilometro rodado com GNV na área da Comgás fica em torno de R$ 0,17, enquanto para a gasolina o valor pode chegar a R$ 0,36 e com o etanol a R$ 0,39. Ou seja, ao desembolsar R$ 30 o motorista consegue rodar 177 km consumindo GNV, contra 84 km usando gasolina e 77 km usando etanol.