12/01/2017

Governo reduz risco de déficit de energia para 2017

Fonte: Canal Energia

EPE informa que há uma sobra estrutural da ordem de 8,4 GW médios no ano de 2018

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) esteve reunido nesta quarta-feira, 11 de janeiro, com o objetivo de analisar as condições de suprimento eletroenergético em todo o território nacional. O CMSE concluiu que o risco de qualquer déficit de energia em 2017 é igual a 0,3% e 0,0% para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente, dentro do limite de risco de 5% inerente ao sistema. Em dezembro, o Comitê calculava que o risco de desabastecimento de energia para o Sudeste era de 0,9% e de 0,1% para o Nordeste.

Ainda na reunião, a Empresa de Pesquisa Energética apresentou um balanço da oferta física e da carga de energia, considerando os respectivos resultados da 2ª revisão quadrimestral da carga, realizada em 2016, e também a previsão de carga atualizada no PMO de janeiro de 2017. A metodologia utilizada indica uma sobra estrutural da ordem de 8,4 GW médios no ano de 2018 e, conforme proposto, está análise será apresentada periodicamente ao Comitê quando foram realizadas revisões na carga.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou uma análise sobre as condições hidrometeorológicas e de armazenamento de energia. Para o ONS, é pouco provável que a situação oceânica no Pacífico exerça influência sobre as precipitações da atual estação chuvosa, que vai até abril.

Ao final do mês de dezembro, foi verificada Energia Armazenada – EAR de 33,7%, 60,2%, 16,2% e 18,9% nos reservatórios equivalentes dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente, referenciados à EAR máxima. Segundo a revisão 1 do PMO/ONS do mês de janeiro de 2017, devem ser atingidos ao final deste mês os seguintes armazenamentos: 38,9% no Sudeste/Centro-Oeste, 74,1% no Sul, 18,4% no Nordeste e 25,0% no Norte. Foi também apresentado pelo ONS estudo prospectivo do armazenamento equivalente do subsistema Sudeste/Centro-Oeste. Considerando os valores esperados e limites inferiores das ENAs, a energia armazenada neste subsistema varia entre 13,8% e 37,7% ao final do mês de novembro de 2017.