30/01/2017

Metas do Reate buscam triplicar produção onshore no país até 2030

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Ministro Fernando Coelho Filho lança iniciativa na Bahia

exploração_petroleo_on_shore

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, participou nesta sexta-feira (27/01) do lançamento do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), em evento realizado no Senai Cimatec, em Salvador (BA). O objetivo do programa é criar sinergias entre os produtores, fornecedores e financiadores dessa atividade para aumentar a exploração e produção, visando uma indústria de E&P terrestre forte e competitiva, com produção crescente e com pluralidade de operadores e fornecedores de bens e serviços.

Para o ministro, as centenas de empresas que atuam na produção onshore devem ser valorizadas, pois geram milhares de empregos no interior do país. “Um poço que produz 2, 3, 5 mil barris ao dia, no interior do Nordeste, é tão importante quanto um poço do pré-sal que gera 50 mil barris ao dia”, disse, durante a cerimônia de lançamento.

A produção atual Onshore (em terra) no Brasil é de 143 mil barris diários de óleo e 26 milhões m3/dia, em 8 estados. A proposta do REATE é que essa produção atual possa triplicar até 2030, chegando aos atuais patamares Onshore de Argentina e Equador, algo em torno de 500 mil barris diários. Além disso, a iniciativa pode ajudar a levar a exploração e produção no dobro de Estados, gerar mais de 10 mil novos empregos diretos e indiretos e movimentar a economia de centenas de municípios. Também é uma meta do programa aprimorar o ambiente de produção competitiva de gás natural, de modo a dar suporte a um desenvolvimento industrial regional, notadamente nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil.

“Estamos juntando uma série de oportunidades, em todos os tipos de áreas de exploração e agora temos a ideia de lançar esse programa, ouvindo a indústria para poder aumentar sua participação, casando com a oportunidade de desmobilização de ativos da Petrobras. Estamos vendo de que forma podemos dinamizar essa produção”, afirmou Coelho Filho.

Em seu discurso, o ministro destacou que a gestão do presidente Michel Temer tem trabalhado para dar ainda mais competitividade ao nosso país, com enormes potenciais, em um momento de forte competição mundial da indústria petroleira, com a flexibilização de regras do setor em curso em diversos países. Segundo o ministro, a pauta de aprimorar o ambiente de negócios na indústria do petróleo terrestre é antiga no setor.

Na cerimônia de abertura do evento, participaram o secretario de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner; o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, Décio Oddone; o presidente da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), Ricardo Alban e autoridades do setor.

Após a abertura, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do MME, Márcio Félix, apresentou painel sobre o REATE. Em sua fala, ele destacou as frentes estratégicas do Reate: Consolidação, Atração e Diversificação de Operadores; Adequação Regulatória e Disponibilidade de Bens e Serviços

Segundo o secretário, a elaboração das diretrizes iniciais do programa deve ser concluída até o mês de março. Em meados de abril, uma proposta deverá ser colocada em consulta pública, e as definições das diretrizes devem ser concluídas antes de junho, para serem submetidas a próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Visita ao Centro de Operações Sul da Chesf

O ministro Fernando Coelho Filho visitou, em sua passagem a Salvador, o Centro de Operações Sul da Chesf, onde foi recebido pelo presidente Sinval Zaidan Gama. O ministro aproveitou para ver de perto as salas de operação e aproveitou a ocasião para conversar com os funcionários da unidade.