13/01/2017

Meirelles vai aos Emirados Árabes discutir a política de renováveis e promover encontros com líderes de petróleo e gás

Fonte: Secretaria de Energia Mineração

Especialistas do mundo inteiro acompanharão a Semana de Sustentabilidade de Abu Dabhi e a entrega do Prêmio Zayed

O secretário de Energia e Mineração de São Paulo, João Carlos Meirelles participa da Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi (Abu Dhabi Sustainability Week – ADSW 2017), a maior reunião de sustentabilidade do Oriente Médio, que ocorre naquele país entre 12 a 21 de janeiro, com o tema “Passos práticos para um futuro sustentável”. Meirelles debaterá em dois painéis os temas: Decarbonising businesses (Redução de carbono pelas empresas) e Sustainable Innovations for Tomorrows World (Inovações Sustentáveis para o Futuro do Mundo).

A Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi (ADSW) é um fórum global que reúne líderes de pensamento, formuladores de políticas e investidores para enfrentar os desafios das energias renováveis e do desenvolvimento sustentável. Numa iniciativa do governo de Abu Dhabi, o ADSW é o maior encontro sobre sustentabilidade no Oriente Médio e um importante fórum para estimular o diálogo e a ação internacional.

Os Emirados Árabes, apesar de terem se transformado em um símbolo de riqueza do petróleo, querem mostrar ao mundo que o futuro está na tecnologia, na inovação e nas energias renováveis.

Durante esta semana, Meirelles terá encontros com líderes globais na produção de petróleo e também de energias renováveis. “Queremos estabelecer ações conjuntas para promover uma produção de petróleo e gás natural mais sustentável e que gere impactos positivos na economia paulista e brasileira. Vamos também apresentar nossas políticas de energias renováveis e angariar ainda mais conhecimento para incentivar a produção de energia limpa”, destaca o secretário.

O Estado de São Paulo é um dos líderes mundiais na produção de energias renováveis. Enquanto o mundo apresenta aproximadamente 13% da participação de renováveis em sua matriz, o Brasil chega a cerca de 42% e o Estado de São Paulo passa de 58%.

Em 2017, São Paulo se tornará o segundo maior produtor de petróleo do Brasil e a estimativa é que a produção cresça ainda mais nos próximos anos. Isso faz com que tenhamos um horizonte promissor, assim como Abu Dhabi teve há 30 anos, mas com a vantagem de que já temos a energia renovável em nosso DNA.

Nesta sexta-feira, 13 de janeiro, o governador Geraldo Alckmin, os secretários de Energia e Mineração e Educação do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles e José Renato Nalini e o Cônsul Geral dos Emirados Árabes Unidos,  Mohamed Al Dhanheri, receberam no Palácio dos Bandeirantes, a professora de Ciências e Biologia, Viviane Cristina Silva Ramos e os alunos Letícia Cristina e Vinícius Ferrari, responsáveis por desenvolver o projeto da escola paulista.

A Escola Estadual Prof. Dimas Mozart e Silva, de Taquarituba, interior de São Paulo, é finalista do Prêmio Zayed de Energia do Futuro, na categoria Escolas Secundárias Globais. A premiação irá oferecer até US$ 100 mil para a implementação de projetos de sustentabilidades nas escolas ganhadoras.

O projeto apresenta os planos dos alunos para tornar a escola mais sustentável com a construção de balcões térmicos nos refeitórios, para que os estudantes sirvam sua própria merenda, a construção de uma cisterna de captação de água da chuva e de uma composteira para horta orgânica, pintura de paredes com tinta ecológica,  substituição do uso de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED,  instalação de placas solares para a geração de energia, a troca de torneiras e descargas por modelos que economizem água e a colocação de telhas transparentes para a utilização de iluminação natural.

A categoria de escolas secundárias do Prêmio Zayed premia uma unidade de cada continente (Américas, Europa, África, Ásia e Oceania). Entre as escolas das Américas, além da brasileira, concorrem ainda projetos de escolas da Bolívia e do México. A escola vencedora será conhecida em janeiro de 2017.

O evento do ano passado recebeu cerca de 36.000 participantes, representando 170 países, incluindo chefes de Estado, líderes empresariais globais e especialistas, e acadêmicos de renome internacional. A ADSW em janeiro, é uma das primeiras plataformas globais da indústria a ser realizada após a conferência internacional de mudanças climáticas em Marrakech.