09/01/2017

Villa-Lobos é o primeiro parque do Brasil a ser totalmente abastecido por energia solar

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

As plantas fotovoltaicas instaladas no Parque, compõem um projeto de P&D referente a chamada estratégica da ANEEL

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Em 2017 os Parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, localizados na zona oeste da Capital, serão totalmente abastecidos por energia solar. O projeto, liderado pela Cesp – Companhia Energética de São Paulo, conta com o valor previsto de R$ 17 milhões, investidos pelos parceiros do projeto e que estão sendo empregados na realização de pesquisas na área fotovoltaica. Neste projeto está incluído a implementação de uma estação solarimétrica, construção de uma microcentral de nove megawatts-pico (MWp) e  implantação de 40 postes que geram a própria luz no Villa-Lobos. A instalação principal do projeto é uma minicentral fotovoltaica de 531 (kWp), localizada em um bolsão do estacionamento do Parque Candido Portinari onde 2.095 módulos fotovoltaicos realizam a cobertura de 264 vagas totalizando 3.400 metros quadrados. O projeto de pesquisa e desenvolvimento corresponde a uma chamada estratégica da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. 

Esse é o maior projeto de mini geração solar distribuída em um parque do Brasil. O sistema tem capacidade de produção anual de 665 megawatts-hora (MWh) e foi dimensionado para atender a demanda do estacionamento, lanchonete e área de esportes do parque.

A energia gerada pelas plantas fotovoltaicas atenderá todo o consumo dos dois parques tornando-os autossustentáveis.

Mesmo autossuficiente o parque continua conectado à rede de fornecimento de energia elétrica da AES Eletropaulo, no chamado sistema de compensação. Isso porque os Parques consomem a energia solar no momento em que ela é gerada e fornecem para a rede o seu excedente. No momento em que não houver a produção de energia, como, por exemplo, a noite ou em dias com forte nebulosidade, os parques serão abastecidos pela eletricidade da rede.

O empreendimento foi desenvolvido com a finalidade de estudar os aspectos regulatório, econômico, técnico e comercial da energia solar. Além da obtenção de dados de geração fotovoltaica para pesquisas acadêmicas e a autossuficiência dos parques, o projeto pretende propagar o uso de energia fotovoltaica entre os visitantes, demonstrando que geração de energia solar é amigável ao meio ambiente e pode se integrar com as instalações urbanas.

O projeto conta com a participação das empresas RTB Energias Renováveis, AES Eletropaulo, AES Tietê, Foz do rio Claro e Ijuí Energia, além do apoio das Secretarias de Energia e Mineração e do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

 

São Paulo e as energias renováveis

São Paulo vem ampliando sua importância na geração de energia fotovoltaica. A primeira usina do Estado é a de Tanquinho, no município de Campinas, com potência de 1.082 quilowatts-pico (KWp) e capacidade de gerar 1,6 GWh por ano. A segunda usina fotovoltaica está na Universidade de São Paulo – USP, na capital paulista.

O Estado também conta com empreendimentos que estão sendo instalados em Dracena e Guaimbê com potência de 270 MWp. Existem ainda em São Paulo, conectados ao sistema, 711 empreendimentos de micro e mini geração distribuída.

A Cesp também realiza um projeto piloto na cidade de Rosana. Trata-se da primeira usina fotovoltaica com sistema flutuante do Brasil e utiliza tecnologia de placas flexíveis e rígidas estando localizada na usina Porto Primavera. O projeto recebeu investimento de aproximadamente R$ 23 milhões e consiste na instalação de duas plantas com painéis solares rígidos de 250 quilowatts (kW) em terra e 25 kW em sistema flutuante, e outras duas plantas com painéis solares flexíveis com 250 kW em terra e 25 kW em sistemas flutuantes. Além das instalações existentes está em fase de implantação uma minicentral heliotérmica de energia, com utilização de espelhos parabólicos.

O Levantamento do Potencial da Energia Solar Paulista, estudo conduzido pela Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, aponta uma geração estimada de 12 milhões MWh/ano, suficiente para abastecer 4,6 milhões de residências. O estudo demonstra que São Paulo tem potencial instalável solar de 9.100 MWp e as regiões que mais se destacam no Estado são Araçatuba, Barretos e Rio Preto.