24/02/2017

Custo da energia para indústria do RJ é 24,8% maior que a média nacional

Fonte: Canal Energia

Cálculo é da Firjan, com base em informações do mercado regulado. Tarifa industrial média no estado é de R$ 628,83/MWh

O custo médio da energia para as indústrias fluminenses é 24,8% superior à média nacional, de acordo com a publicação “Quanto custa a energia elétrica para a pequena e média indústria no Brasil?”, da Federação das Industrias do Estado do Rio de Janeiro. O estudo atualizado periodicamente pela entidade, com base em informações oficiais, mostra que a tarifa média da indústria do estado com tributos é a mais elevada entre as 27 unidades da federação: R$ 628,83/MWh. Os dados são do mercado regulado.

A media nacional é de R$ 504/MWh e refere-se aos processos tarifários das distribuidoras em 2016. Após um aumento médio de 48,2% entre 2013 e 2015, o custo médio da energia para indústria teve redução, em termos reais, de 10,7% no ano passado.

O documento da Firjan afirma que a indústria do estado tem “a pior situação de competitividade no que diz respeito ao custo de eletricidade”. Comparado aos demais estados da região Sudeste, esse custo é 11,9% superior ao do Espírito Santo, 25,7% ao de Minas Gerais e 29,5% maior que o de São Paulo. Em relação ao Amapá, estado com menor tarifa média, a diferença é de 132%.

O estudo conclui que é necessária a redução das perdas das distribuidoras resultantes do furto de energia, e “intensificadas políticas públicas que permitam o acesso seguro das equipes das concessionárias aos locais de risco.” Defende também que a tributação do ICMS seja equiparada à dos demais estados, para que as tarifas estejam em niveis mais condizentes com o resto do país.

A federação sugere mudanças para restabelecer a competitividade da indústria local, como a alteração dos critérios de contratação de energia em leilões para diversificação da matriz e contratação de térmicas a custos menores. Cita também a redução dos atrasos das obras de usinas e de linhas de transmissão; ampliação do acesso dos consumidores industriais ao mercado livre; o desenvolvimento de um mercado de energia elétrica com preço diferenciado para a indústria; o aumento do combate às perdas e redução da tributação, entre outras medidas.