24/02/2017

EDP tem interesse grande em transmissão

Fonte: Valor Econômico

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A EDP Energias do Brasil está com um balanço ajustado para voltar a avaliar possibilidades de crescimento, com foco nas áreas de transmissão e geração solar distribuída, nas quais a companhia passou a investir no ano passado, disse ontem o presidente Miguel Setas, em entrevista coletiva sobre os resultados da companhia em 2016.

No ano passado, a empresa fez um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, que permitiu melhorar seu perfil de endividamento. “O que temos hoje é um balanço preparado para poder ter crescimento, tanto nesses segmentos [transmissão e energia solar] quanto em outros, nos quais possam aparecer oportunidades”, disse.

De acordo com Setas, a companhia pretende ter uma participação “mais efetiva” no próximo leilão de transmissão de energia, que deve acontecer ainda no primeiro semestre. “O momento do mercado traz uma oportunidade óbvia em transmissão, por conta da rentabilidade, dos gargalos, do nível de competição”, disse.

Segundo o executivo, este é um segmento prioritário, e a EDP tem as competências necessárias para isso. “É um negócio de rentabilidade interessante. A competição ainda está em um nível aceitável.”

No leilão mais recente de transmissão, no fim de outubro, a EDP fez lances por dois lotes e acabou vencendo apenas um. “Nosso entendimento é que temos todas as condições para competir de maneira efetiva no próximo leilão. A dimensão dessa competição não vou dizer, não vou dar sinais para a concorrência, mas a expectativa é ter uma participação superior a de outubro”, afirmou Setas.

Em relação a outras oportunidades no mercado, ele descartou interesse nas distribuidoras da Eletrobras que serão privatizadas, e disse que a Cesp “não faz parte do radar de prioridades”, assim como as usinas que devem ser relicitadas. A EDP Energias do Brasil também não tem interesse pelas usinas da Engie a carvão que foram colocadas à venda.
“A EDP tem um diferencial na gestão dos projetos, construção, gestão do risco. Conseguimos ver mais valor na construção de usinas novas do que em usinas já em operação”, afirmou Setas.