09/02/2017

Emae avança em estudos para estruturação de empreendimentos de geração distribuída

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

As propostas incluem empreendimento com instalações de geração solar fotovoltaica em escolas públicas e outros prédios do Estado

Barragem_Edgard_de_Souza

Representantes da Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo, da Emae – Empresa Metropolitana de Águas e Energia e da Desenvolve SP, reuniram-se nesta quinta-feira, 9 de fevereiro, na sede da Secretaria para discutir projetos de usinas solar fotovoltaicas que podem ser implantados em edifícios próprios do Estado como, por exemplo, escolas e instituições públicas.

No ano passado a Secretaria iniciou um processo para viabilizar o desenvolvimento da produção de energias renováveis em São Paulo, identificando entraves e estudando casos implantados em outros Estados. Foram criados planos de investimento em projetos, analisando formas de financiamento e auxílio nos desembaraçamentos gerais, entre outras providências.

Em novembro de 2016 a Emae realizou a segunda etapa de uma chamada pública que visa apresentar proposta para o desenvolvimento de empreendimento de geração de energia a partir de fonte fotovoltaica, visando a participação em negócios no Ambiente de Contratação Livre – ACL, com projetos de até 5 MWp, em área de aproximadamente 60 mil metros quadrados, junto à barragem Edgard de Souza, no município de Santana de Parnaíba. A ideia é fazer do local um projeto piloto que pode servir de base para novas instalações.

O encontro de hoje teve como objetivo discutir formas de financiamento destes projetos com recursos da Desenvolve SP e que, ao incluírem o Estado como destinatário dos empreendimentos, permite que os contratos de fornecimento de energia sejam feitos com prazos maiores.

Além disso, a Emae poderá ser a gestora dos contratos em projetos instalados em prédios públicos, já que a companhia atua como comercializadora de energia elétrica. Os próximos passos preveem entendimentos com a Secretaria da Fazenda no sentido de estabelecer um novo formato de tributação.

O Estado de São Paulo já vem efetivando a utilização da energia solar nos conjuntos residenciais da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano – CDHU com o uso de equipamentos de aquecimento solar térmico nas unidades habitacionais e, recentemente, implantou dois projetos com geração fotovoltaica de energia elétrica.

Energia solar em SP

A primeira usina do Estado é a de Tanquinho, no município de Campinas, com potência de 1.082 kWp e capacidade de gerar 1,6 GWh por ano. Essa energia é suficiente para suprir cerca de 1.300 residências com consumo de 100 kWh/mês cada. Existem ainda outros empreendimentos cadastrados no Estado com destaque para as instalações no Palácio dos Bandeirantes, na Cidade Universitária e no Parque Villa Lobos, na capital.

Estão conectados também ao sistema em São Paulo, 1.478 usinas de micro e mini geração distribuída, com produção de 7.441 kW.