24/02/2017

Workshop discute resíduos sólidos de mineração no MME

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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“A discussão sobre resíduos é imprescindível para desenvolvimento tecnológico brasileiro e deve ser desenvolvida como um traço estratégico no setor de mineração” defendeu o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Vicente Lôbo, na abertura do Workshop “Resíduos da Mineração – Desafios para o futuro”, realizado nesta quarta-feira (22/02) no Ministério de Minas e Energia (MME).

Com a presença de diversas entidades e representantes do setor de mineração, o evento debateu alternativas para o melhor aproveitamento de resíduos sólidos, que podem ser tratados como subproduto, dependendo do uso que se faz desse material, abrindo a possibilidade de reuso desses resíduos, como matéria-prima e até novas tecnologias, propiciando desenvolvimento econômico para o País.

No Workshop foram analisadas as recomendações do Ministério Público Federal para reaproveitamento dos resíduos na produção de minério de ferro. Para iniciar a discursão, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) salientou os principais critérios que devem ser trabalhados, como a eficiência do processo produtivo; maior recuperação e maior aproveitamento do minério; segurança das barragens e reaproveitamento dos resíduos sólidos que constituem o material estéril gerado nas operações de lavra; e rejeitos do processo de beneficiamento.

Além do DNPM, representantes educacionais na área de pesquisa mineral salientaram o potencial arranjo para cadeia produtiva de rejeitos. Outros participantes defenderam a participação da mineração na construção da legislação ambiental, a interlocução entre as academias e institutos de pesquisa, além da identificação mais precisa de quem produz bem mineral, quem usa e quem gera resíduo. Para atender os pleitos defendidos, foi proposto outro encontro para iniciar o desenvolvimento de políticas públicas para os resíduos sólidos de mineração.

Ao final do encontro, o secretário de Vicente Lôbo destacou que o encontro é apenas o exercício da obrigação que a pasta tem em conduzir o setor mineral. “Este Ministério tem a obrigação de direcionar todas as sugestões aqui recebidas. Agora nosso dever é partir para prática e deixar um legado produtivo para mineração”, finalizou.