27/03/2017

CCEE indica aumento de 1,3% no consumo em março

Fonte: Canal Energia

Fonte hídrica representou mais de 80% de toda a produção de energia o país até 21 de março

aumento_consumo_energia

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica aponta um aumento de 1,3% no consumo e 2,3% na geração de energia elétrica no país na comparação com o período de 2 a 22 de março de 2016. A análise indica o consumo de 63.835 MW médios em março, sendo uma queda de 4,2% no consumo no ACR, índice diretamente impactado pela queda de temperatura e migração de consumidores para o mercado livre. Os números seriam de aumento (+2,8%) no consumo, caso o efeito dessas migrações fosse desconsiderado.

Já no ACL os números indicam aumento de 19,3% no consumo, análise que inclui as cargas novas vindas do mercado cativo. Ao desconsiderar esse impacto, o ACL registra queda de 1,6%. Os dados são preliminares, foram coletados entre os dias 1º e 21 de março e constam do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de aumento no consumo de energia no período foram nos segmentos de comércio com elevação de 123,2%, serviços com 86,4% e telecomunicações, 81,4%. Esses números, ressalta a câmara, foram impactados pela migração dos consumidores para o mercado livre.

Já a energia produzida em todo o sistema somou 67.255 MW médios no período analisado. A fonte hidráulica, incluindo as PCHs, aumentou a geração em 2,9%, com representatividade de 80,6% sobre toda energia produzida no país, índice 0,5 ponto porcentual superior ao registrado em fevereiro de 2016. O InfoMercado Dinâmico aponta estabilidade na produção das usinas térmicas, cuja variação negativa ficou em 0,3% e ligeiro aumento na geração eólica, 1,6% no período.

A estimativa é de que as usinas hidrelétricas integrantes do MRE gerem, em março, o equivalente a 109,2% de suas garantias físicas, ou 51.892 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 97,4%.