14/03/2017

Cepe discute a inserção de biometano no gás natural canalizado em São Paulo

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Proposta com o percentual a ser injetado na rede será apresentado em junho

O Conselho Estadual de Política Energética – Cepe, que discute a elaboração do PPE – Plano Paulista de Energia tendo o ano de 2030 como horizonte, realizou nesta terça-feira, 14 de março, na sede da Secretaria de Energia e Mineração, a última reunião antes da apresentação do PPE prevista para junho.

Os conselheiros debateram, entre outros assuntos, a inserção do biometano na rede de gás natural canalizado e o cenário de desenvolvimento econômico do estado projetado para 2030.

O presidente do Cepe e secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, abriu a reunião abordando a atual situação do setor energético em São Paulo e no Brasil. Meirelles destacou as ações que veem sendo realizadas pela Secretaria como o incentivo às energias renováveis, o fomento à expansão do gás natural na matriz energética paulista e a produção e refino de petróleo no Estado de São Paulo, as ações de segurança energética da rede de transmissão e distribuição de energia elétrica e o projeto de geração distribuída no complexo do Hospital das Clínicas e no Instituto Butantan, bem como a participação da pasta em ações do Ministério de Minas e Energia como o RenovaBio e o Gás para Crescer.

A Secretaria de Energia e Mineração instalou no último dia 7 de março o Comitê Paulista de Biogás. O grupo já está estudando o percentual de inserção do biometano no gás natural canalizado, bem como os impactos dessa mudança no mercado.

A adição do biometano no gás natural será avaliada com o cuidado de zelar pelo equilíbrio entre quantidade necessária e preço viável. O estudo completo em elaboração pelo Comitê Paulista de Biogás será apresentado em junho, na próxima reunião do Cepe, juntamente com os estudos realizados pelos comitês técnicos, que resultarão no PPE 2030.

A metodologia de revisão do PPE 2030 reforça a política paulista de fomento às energias menos poluentes. O Estado irá manter o firme compromisso com a expansão das renováveis e a redução das emissões de CO2, com a revisão periódica de metas quantitativas, o realinhamento com a PEMC, considerando a adaptação ao cenário econômico que o país vive neste momento e a projeção para os próximos anos.

O economista Roberto Luiz Troster apresentou uma análise da economia mundial, brasileira e paulista, projetando uma retomada da economia brasileira e apresentando uma projeção para 2030. Troster destacou que no mercado interno o país voltará a crescer e com isso haverá a necessidade de uma oferta maior de energia, já no mercado externo, com a projeção de crescimento econômico mundial, o Brasil poderá ampliar suas exportações.

Outro tema discutido pelos conselheiros foi a produção e consumo de petróleo e os impactos positivos e negativos que essa produção causa, principalmente no litoral paulista, bem como as oportunidades que essa atividade representa com a arrecadação de royalties, que cresceram nos últimos no Estado.

Os conselheiros apontaram para a oportunidade de que os recursos resultantes da produção de petróleo no Estado de São Paulo fossem destinados para o fortalecimento de energias futuras como, por exemplo, as renováveis.

Sobre o Cepe

O Conselho Estadual de Política Energética do Estado de São Paulo – Cepe tem como missão formular diretrizes e políticas públicas no setor energético para o Governo do Estado de São Paulo.

É integrado pelo secretário de Energia e Mineração, que o preside, pelo secretário da Casa Civil, vice-presidente, e pelos secretários de Saneamento e Recursos Hídricos, de Agricultura e Abastecimento, de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, de Planejamento e Gestão, e do Meio Ambiente.

Também fazem parte do Conselho um representante da Assembleia Legislativa, um representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, um representante da Federação do Comércio do Estado de São Paulo – Fecomercio, um representante da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo – Faesp, um representante das Universidades Públicas do Estado, especialista no campo de energia, um representante dos Institutos de Pesquisa e até cinco membros de notório saber, experiência ou representatividade no campo da energia e que não tenham vínculos com as empresas concessionárias de energia.