06/03/2017

Consumo de energia cai 5,5% no mercado cativo em fevereiro

Fonte: Canal Energia

Mercado livre tem alta de 18,5% em função da migração de novas cargas

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O consumo nacional de energia elétrica cresceu 0,6% em fevereiro quando comparado com o mesmo mês de 2016, graças ao desempenho do mercado livre, que registrou no período aumento de 18,5% em função da migração de clientes, enquanto o mercado cativo apresentou queda de 5,5% no consumo. Caso o efeito das migrações fossem desconsiderados, o mercado livre apresentaria queda de -1,3% e o cativo alta de 0,9%. As informações são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), divulgadas nesta sexta-feira, 3 de março.

Os dados apontam que alguns segmentos da indústria registraram crescimento no consumo de energia no período. Os destaques são saneamento (+81,7%), veículos (+51%), têxtil (+23,4%) e metalurgia e produtos de metal (+3,7%) impulsionados pela migração de agentes do mercado regulado. Mesmo sem o efeito da migração, os setores registram crescimento de 6,7%, 5,2%, 1,9% e 1,7%, respectivamente, caracterizando uma leve recuperação na atividade desses segmentos.

Já geração de energia elétrica no país cresceu 0,6% em comparação com o período de 3 de fevereiro a 1º de março de 2016. O volume de energia produzido em todo o sistema foi de 66.789 MW médios. O destaque no período é o aumento de 6,1% na geração das usinas hidráulicas, incluindo as pequenas centrais hidrelétricas. A representatividade da fonte chegou a 83% sobre toda energia produzida no país, índice 4,4 pontos percentuais superior ao registrado em fevereiro de 2016. Também houve aumento na produção de energia eólica (+10,6%) e queda no desempenho das usinas térmicas (-27,6%), número explicado pela menor geração de usinas movidas a óleo diesel (-56,3%) e a bicombustível gás/óleo (-38%).

A CCEE também apresentou estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, em fevereiro, o equivalente a 108,8% de suas garantias físicas, ou 51.715 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 97%.