10/03/2017

Empresas de cimento devem terminar o ano com 50% de capacidade ociosa

Fonte: Folha de SP

cimento

A indústria do cimento vai acabar este ano com metade da capacidade parada, prevê Paulo Camillo Penna, presidente do Snic (sindicato do setor). Hoje, as fábricas usam 56% do potencial produtivo.

Depois de linhas terem sido desligadas, agora, fábricas vão ser fechadas, afirma Penna. Fevereiro foi o pior mês para o setor desde 2009, diz ele.

No mês passado, foram vendidas 3,9 milhões de toneladas, o que representa uma perda de 15,3% em relação a fevereiro de 2016.

“O setor amarga sucessivas quedas. Em 2015, foram 9,5% a menos de vendas; em 2016, 11,7%. A projeção para 2017 é algo entre 5% e 7%.”

Explorar o mercado externo não é uma opção -cimento é perecível, viaja no máximo 500 quilômetros.

A melhora para o setor vai demorar porque os maiores consumidores, as construções de edifícios residenciais e comerciais, devem levar tempo para ganhar impulso.

“O cimento integra uma cadeia que precisa de renda, crédito e que a economia se mova. Há um contingente grande de imóveis com as incorporadoras e com os bancos -só eles têm cerca de R$ 10 bilhões nesses ativos.”

Como o setor depende de uma série de variáveis, o Snic não projeta um ciclo virtuoso no ano que vem.

“A petroquímica reagiu, a mineração retoma seus números, mas para o cimento vai ser mais dramático.”

Ações do governo, como aumentar o valor dos imóveis que podem ser financiados com FGTS, a própria liberação das contas inativas do fundo de garantia e o cartão reforma ganham elogios, mas não são suficientes, diz.

“São necessários esforços do Congresso para a retomada de obras inacabadas.”

Infraestrutura soma cerca de 25% do consumo. Aumentar esse gasto e intensificar medidas para liberar crédito são ações que Penna tem proposto ao governo.

Galerias de arte têm nova regra contra lavagem de dinheiro

Galeristas e associações do setor consideram necessárias novas regras para coibir lavagem de dinheiro nas compras de obras de arte, mas empresas encontram dificuldades para se adequar.

Normas publicadas nesta quinta (9) no Diário Oficial estabelecem multas para quem não cadastrar seus clientes e não notificar transações suspeitas, entre outras infrações administrativas.

Nos Estados Unidos e na Europa há práticas semelhantes, e galerias com atuação internacional já estão acostumadas, diz Eliana Finkelstein, presidente da Abact (entidade de arte contemporânea).

O sistema brasileiro, porém dá trabalho. “Enfrento problemas para unificar o sistema desde que a obra entra até passar a nota fiscal da peça.”

A Pinakotheke, que tem unidades em São Paulo, no Rio e Fortaleza, deve contratar gente só para se adequar ao sistema do governo, que é gerenciado pelo Iphan.

“Ficarei feliz se funcionar, porque pode-se criar um cadastro de obras e do mercado”, afirma Max Perlingeiro, sócio da empresa.

A medida ajuda a “tirar o estigma de que a arte é usada para lavar dinheiro”, diz Acácio Lisboa, da galeria Frente.

Petróleo mineiro

O grupo mineiro Zema investirá R$ 20 milhões em sua divisão de distribuição de combustível em 2017.

O varejo não deverá receber aportes, afirma Cézar Donizete Chaves, que foi promovido a diretor-executivo.

“No ano passado fechamos 55 operações. A expectativa é manter o número de lojas.”

A distribuição de combustível é, desde 2005, a maior fonte de receita do grupo, diz Romeu Zema Neto, que, após 24 anos, deixou o comando da empresa para se tornar presidente do conselho.

“O combustível representa 64% da nossa receita e cresceu 26% em 2016.”

R$ 3,8 BILHÕES foi o faturamento do grupo Zema em 2016

9,5% foi o aumento da receita em relação a 2015