24/03/2017

Entidade internacional pede a líderes do G20 maior cooperação na luta contra o aquecimento global

Fonte: UNICA

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“A comunidade global, pretendendo alcançar de fato as metas do Acordo do Clima, deve adotar políticas mais ambiciosas de redução de emissões no setor de transporte”.

A afirmação é de Bliss Baker, presidente da Aliança Global de Combustíveis Renováveis (GRFA, em inglês) – da qual a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) faz parte – diante de uma plateia formada por representantes de alto-escalão das 20 economias mais desenvolvidas do mundo e diversas entidades da sociedade civil, no encontro realizado na quarta-feira (22/03), na Academia Nacional Alemã de Ciências Leopoldina, cidade de Halle, Alemanha.

O diretor Executivo da UNICA, Eduardo Leão de Sousa, lembra que “o setor de transportes, responsável por um terço das emissões mundiais de CO2, um dos mais nocivos gases de efeito estufa (GEEs), é um segmento chave para o cumprimento das metas de desenvolvimento sustentável assumidas por mais de 190 países no combate ao aquecimento do planeta”. Bliss Baker enfatizou exatamente este ponto ao comentar os resultados do minucioso relatório “Perspectives for the Energy Transition”, pulicado pela Agência Internacional de Energia (AIE) e pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) a pedido da presidência alemã do G20.

O documento, que apresenta projeções e políticas para uma bem sucedida economia de baixo carbono, que permita manter a temperatura terrestre abaixo dos 2º até 2100, destaca o papel fundamental que os biocombustíveis líquidos terão para uma transição energética segura nos transportes. Trecho: “(…) a proporção de biocombustíveis líquidos e biometano no uso total de energia renovável passaria de 4% em 2015 para 12% em 2030 e 26% em 2050. Em termos absolutos, isso representa um crescimento quatro vezes superior, de 129 bilhões de litros em 2015 para aproximadamente 500 bilhões de litros por ano até 2030. Depois de 2030, o montante seria mais que o dobro, para 1.120 bilhões de litros por ano até 2050.”

Outro ponto importante do relatório citado pelo presidente da GRFA assinala que, embora a participação dos combustíveis renováveis ainda seja tímida na frota automotiva mundial – o Brasil, caso de sucesso, é exceção –, o seu uso contribui de forma decisiva para a redução das emissões de GEEs em até 90% se comparado a gasolina. “O potencial para aumentar significativamente o uso de biocombustíveis usando a frota existente de carros e infraestrutura de combustível, representa exatamente o tipo de oportunidades disponíveis para reduzir significativamente as emissões necessárias para atender às metas do Acordo de Paris”, disse Baker. “O GRFA está empenhado em trabalhar com os governos para desenvolver políticas inteligentes”, concluiu.

A UNICA, com mais de 120 empresas associadas, responsáveis por mais de 50% do etanol e 60% do açúcar produzidos no Brasil, integra a GRFA desde julho de 2015. A entidade internacional é uma organização sem fins lucrativos, dedicada a promover políticas favoráveis aos biocombustíveis internacionalmente. Seus membros representam mais de 90% da produção global de biocombustíveis, contando com a participação de 45 países.