07/03/2017

Petrobras descarta atraso em plataformas para produzir em Libra

Fonte: Valor Econômico

RIO  –  A Petrobras prevê contar com todas as plataformas destinadas ao campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, concluídas para iniciar a produção dentro do prazo estimado inicialmente, afirmou o presidente da companhia, Pedro Parente. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ainda avalia o pedido de isenção de cumprimento de conteúdo local (waiver) para a primeira plataforma destinada ao campo gigante, cujo início de produção está previsto para 2020.

“Acredito que teremos todos os FPSOs [sigla em inglês para plataforma flutuante de produção e armazenamento de petróleo e gás natural] no prazo para a produção”, disse o executivo a jornalistas, após ser questionado sobre eventual atraso na entrega de plataformas de Libra, devido às discussões em andamento sobre o cumprimento de conteúdo local dessas unidades, durante evento do setor petrolífero, em Houston, nos Estados Unidos.

A Petrobras é a operadora do campo de Libra, com 40% de participação. Os demais sócios são Shell e Total, com 20% cada, e as chinesas CNPC e CNOOC, com 10% cada. O teste de longa duração (TLD) do campo de Libra está previsto para o segundo ou o terceiro trimestres deste ano.

Questionado sobre a política de preços da Petrobras, Parente reafirmou que a companhia não é “formadora de preços”. “Só reagimos ao mercado internacional. Isso [petróleo] é commodity. O mercado faz o preço para as commodities. E, como qualquer outra commodity, o que estamos fazendo é apenas reagir ao novo nível de preços, tanto para o Brent quanto para a gasolina (…) e ajustando nossos preços de acordo com isso”.

Com relação ao plano de venda de ativos, no qual a companhia prevê levantar US$ 21 bilhões no biênio 2017/2018, o presidente da Petrobras afirmou que assim que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovar, a companhia vai “retomar o programa com velocidade máxima”. Ele disse esperar que a questão no TCU seja resolvida “em breve”.

Em relação às ações judiciais movidas principalmente por sindicatos de petroleiros contra operações de venda de ativos da estatal, Parente disse que, de forma geral, a empresa está revertendo todas as decisões na Justiça.