20/03/2017

Plástico Brasil é inaugurada e setor estima retomada das vendas em 2017

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Além da feira, o evento discute aprimoramentos na cadeia produtiva do insumo que inclui uso eficiente de energia

O secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles representou o governador Geraldo Alckmin, nesta segunda-feira, 20 de março, na abertura da Plástico Brasil — Feira Internacional do Plástico e da Borracha, evento organizado pela Abimaq – Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos e pela Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química, que apresenta os avanços tecnológicos e principais tendências globais dos segmentos que envolvem a cadeia produtiva do plástico.

Meirelles informou que nesse momento há um grande esforço para rediscutir a indústria de petróleo e gás e que aproveitar o gás natural é vital para o desenvolvimento de novos negócios, melhoria dos processos e diminuição das emissões de poluentes.

Segundo o secretário, a inovação na indústria é essencial e o uso de materiais renováveis está no desenvolvimento futuro do setor. “Essa indústria de plástico e borracha é fundamental para a economia brasileira. O setor precisa olhar para a produção de plástico de insumos renováveis, como o plástico vindo da cana de açúcar que já é uma realidade no Brasil”, destacou.

O Programa Gás para Crescer pode trazer benefícios importantes para a competitividade da atividade de óleo e gás no País e resultar em atração por novos e importantes investimentos. Segundo a Abiquim, os principais indicadores de demanda interna por produtos químicos de uso industrial fecharam o período de fevereiro de 2016 a janeiro de 2017 com resultados positivos e em ritmo crescente em relação ao mesmo período anterior.

O presidente do Conselho de Administração da Abimaq, João Carlos Marchesan, disse que a criação da feira é uma forma de demonstrar confiança na retomada das vendas. “Continuamos insistindo que esse ano seja o ano da esperança. Trazemos para o mercado muito mais que uma feira. A Plástico Brasil é o local ideal para a realização de negócios do setor de máquinas e equipamentos da indústria plástica”, afirmou.

Os volumes de produção, vendas internas e demanda dos produtos químicos de uso industrial do último bimestre de 2016 confirmaram o cenário positivo e de melhora das atividades do setor, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química.

O presidente executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, destacou a importância da aplicação do plástico nos produtos do cotidiano, que substituem produtos mais poluentes. “Nada melhor do que fazer uma feira sobre o plástico na semana do meio ambiente, afinal o plástico é um dos insumos que mais contribuem para o dia a dia das pessoas e para o meio ambiente”, destacou.

Representando a Frente Parlamentar da Química, o deputado federal, Alex Manente, falou sobre a importância de rever a aplicação de impostos sobre a indústria. “O governo federal vive um momento de reformas. E uma das reformas que temos que implementar é a tributária para fortalecer a indústria química”, disse.

A feira é considerada um dos mais importantes pontos de encontro do setor para a realização de negócios e um grande centro de lançamentos e de divulgação de produtos e serviços desse mercado.

O secretário executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, representou o ministro Marcos Pereira. “Temos discutido produtividade, desburocratização, redução de custos e estamos trabalhando para deixar nossa indústria mais produtiva e inovadora”, afirmou.

Realizada entre os dias 20 e 24 de março, a feira contará com seminários especiais que abordarão dois temas estratégicos para o desenvolvimento da cadeia produtiva dos segmentos do plástico e da borracha: Indústria 4.0 e Eficiência Energética.

O Seminário Eficiência Energética, que ocorre no dia 23 de março propõe tratar sobre uma nova visão sobre a eficiência energética nas empresas, apresentando conceitos, dicas e as soluções mais atuais para a redução dos custos operacionais das indústrias e para o uso racional dos recursos naturais.