22/03/2017

Queiroz Galvão avança em geração eólica

Fonte: Valor Econômico

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A Queiroz Galvão Energia (QGE), braço do grupo construtor no setor de geração de fontes renováveis, prevê concluir no segundo semestre a implantação do complexo eólico de Caldeirão I, no Piauí, de cerca de 200 megawatts (MW) de capacidade instalada. Com a conclusão do projeto, a carteira de eólicas em operação da companhia chegará a aproximadamente 600 MW.

“Estamos com parques [eólicos] instalados no Ceará e no Rio Grande do Norte e vamos concluir agora um grande número de parques no Piauí. Estamos concluindo o [complexo] Caldeirão I, que são mais 200 MW. Caldeirão I provavelmente vai estar entrando de forma plena no segundo semestre”, disse o diretor técnico da QGE, Roberto Di Nardo.

Além de Caldeirão I, a companhia já possui em operação os complexos de Taíba (56,7 MW), Amontada (75,6 MW) e Icaraí (65,1 MW), no Ceará, e Riachão (145,8 MW), no Rio Grande do Norte. A QGE também tem o projeto de Caldeirão II, cujas partes civil e elétrica já foram concluídas.

Para otimizar a operação dos seus complexos eólicos, a companhia está introduzindo um sistema “RMS”, sigla em inglês para um programa de gerenciamento centralizado das usinas, que será operado remotamente a partir do centro de operação integrado da empresa em Fortaleza (CE).

“Temos parques com rendimento muito bom. O que queremos é melhorar a disponibilidade desses parques, ter mais máquinas funcionando por mais tempo”, disse o executivo.

Na prática, segundo ele, a nova tecnologia vai indicar quais máquinas de quais parques estão operando com melhor ou pior desempenho. Dessa forma, a empresa terá uma espécie de “benchmark” da melhor máquina de todo o seu parque gerador, para tentar replicar nas outras.

A QGE foi a primeira companhia de origem brasileira a adquirir a tecnologia, desenvolvida pela canadense CGI. Segundo o diretor de consultoria em utilities da CGI Brasil, Marco Afonso, a utilização do RMS será cada vez mais frequente no Brasil, devido ao amadurecimento do setor no país, que se tornou o nono maior mercado eólico do mundo.

De acordo com a CGI, os principais objetivos da tecnologia são a diminuição do tempo e melhor controle de parada dos aerogeradores; análise do desempenho e eficiência das máquinas; e redução do tempo médio de reparação por aerogerador.